As instituições consultadas pelo Banco Central reduziram de 1,89% para 1,88% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, segundo o Focus – Relatório de Mercado divulgado nesta sexta-feira, 18 de setembro. Para 2027, a expectativa também caiu, passando de 1,45% para 1,43%.
A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu de 4,90% para 4,92% em 2026. Para 2027, a mediana permaneceu em 4,30%.
Em relação à taxa básica de juros, a projeção para a Selic ao final de 2026 caiu de 13,75% para 13,50% ao ano. Para 2027, a expectativa permanece em 12%.
O mercado manteve em R$ 5,20 a estimativa para o dólar ao final de 2026. Para 2027, a projeção passou de R$ 5,28 para R$ 5,28, permanecendo estável na comparação com a semana anterior.
Entre os demais indicadores, a previsão para o IGP-M em 2026 subiu de 4,54% para 4,73%. A projeção para a balança comercial avançou de US$ 76,95 bilhões para US$ 77 bilhões.
Para 2028, o mercado projeta crescimento de 1,87% do PIB, inflação de 3,80%, dólar a R$ 5,30 e Selic em 10,50% ao ano. Para 2029, as expectativas são de crescimento de 2%, IPCA de 3,50%, câmbio em R$ 5,36 e Selic de 10% ao ano.
No cenário fiscal, a projeção para a dívida líquida do setor público em 2026 permaneceu em 70% do PIB. A expectativa para o resultado primário melhorou de déficit de 0,45% para déficit de 0,42% do PIB, enquanto o resultado nominal permaneceu projetado em déficit de 8,81% do PIB.
