A inflação medida pelo IPCA-15 voltou a acelerar em setembro, com impacto também sobre produtos ligados à agricultura e à alimentação. O índice subiu 0,70% no mês, após recuo de 0,40% em agosto, enquanto o grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,40%. Entre os produtos pesquisados, o tomate teve a maior alta, de 20,76%, seguido pelo arroz, com 2,39%, e pelas carnes, com 1,30%.
O resultado de setembro mostra comportamentos diferentes entre os produtos do setor agropecuário. Enquanto alguns alimentos ficaram mais caros para o consumidor, outros apresentaram redução. O feijão carioca caiu 6,33%, a cebola recuou 4,41% e o café moído teve queda de 1,36%.
Na alimentação dentro de casa, a alta foi de 0,38%, depois de uma queda de 0,97% em agosto. O movimento foi influenciado principalmente pelos produtos que registraram aumento no mês, com destaque para o tomate.
Para o setor rural, os dados mostram que a variação dos preços ao consumidor continua ocorrendo de forma desigual entre as cadeias. A alta de determinados alimentos pode refletir mudanças nos preços recebidos pelos produtores e nas condições de oferta, enquanto as quedas indicam comportamento diferente em outras culturas e segmentos.
Além dos alimentos, os custos relacionados à energia e aos combustíveis também tiveram variações em setembro. A energia elétrica residencial subiu 7,42%, enquanto entre os combustíveis o gás veicular avançou 1,56% e a gasolina teve alta de 0,30%. Já o óleo diesel caiu 0,78% e o etanol recuou 0,22%.
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 registra alta de 4,47%, enquanto o grupo Alimentação e Bebidas acumula avanço de 4,40%. Os dados são do IBGE e consideram os preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro de 2026.
Para o agronegócio, o indicador ajuda a acompanhar como as oscilações de preços dos alimentos chegam ao consumidor, mas não representa diretamente a remuneração recebida pelos produtores rurais, já que o IPCA-15 mede a variação dos preços pagos pelas famílias.