Rio Branco registrou em julho a maior variação mensal do IPCA entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, com alta de 0,32%, enquanto o índice nacional desacelerou para 0,07%. Na capital acreana, os principais impactos vieram da passagem aérea, que subiu 12,27%, e da energia elétrica residencial, com alta de 2,66%.
Apesar da alta mensal, o resultado de Rio Branco ficou abaixo do acumulado nacional no ano. A capital acreana registra 2,98% de inflação acumulada em 2026 e 4,23% nos últimos 12 meses, segundo os dados do IBGE.
No cenário nacional, o IPCA desacelerou de 0,16% em junho para 0,07% em julho. No acumulado do ano, a inflação chega a 3,44%, enquanto em 12 meses ficou em 4,44%.
Em Rio Branco, o avanço dos preços ocorreu mesmo diante da queda de 0,67% no grupo Alimentação e bebidas em nível nacional. Entre os produtos que apresentaram redução no país estão o tomate, que caiu 29,09%, a batata-inglesa (-19,59%), a cenoura (-14,41%) e o café moído (-2,45%).
O grupo Habitação foi o principal responsável pela pressão inflacionária nacional, com alta de 0,99%, influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 3,09%.
No Acre, a taxa de água e esgoto também teve impacto sobre o índice. O IBGE destaca um reajuste de 6% em Rio Branco, vigente desde 1º de junho, que contribuiu para a alta de 0,40% registrada pelo item em âmbito nacional.
Já o INPC, índice voltado às famílias de menor renda, registrou queda de 0,01% em julho no país. Em Rio Branco, porém, houve alta de 0,17%, levando o acumulado do ano a 3,05% e o dos últimos 12 meses a 4%.
