Os consumidores de Rio Branco encontraram preços mais baixos para algumas das principais hortaliças comercializadas na Ceasa durante o mês de junho. Dados divulgados nesta quarta-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do 7º Boletim Hortigranjeiro, mostram que a batata e a cenoura registraram queda nos valores praticados no entreposto da capital acreana, acompanhando um movimento nacional de aumento da oferta de produtos, especialmente do tomate, que apresentou a maior redução média de preços entre as hortaliças analisadas.
Segundo a Conab, o tomate teve recuo de 15,85% na média ponderada dos preços nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras, encerrando junho com valor médio de R$ 5,59 por quilo. A redução é atribuída ao avanço da safra de inverno, que elevou a disponibilidade do produto mesmo diante das temperaturas mais baixas, que retardam a maturação dos frutos.
A maior queda foi registrada na Ceasa de Recife (PE), onde o tomate ficou 61,32% mais barato em relação ao mês anterior.
Em Rio Branco, os destaques ficaram para a batata e a cenoura. A batata apresentou redução de 8%, reflexo da maior oferta proveniente dos principais estados produtores. Já a cenoura registrou uma das maiores quedas entre todas as Ceasas pesquisadas, com retração de 17,62%, ficando atrás apenas dos maiores recuos observados em outras regiões do país.
No caso da cenoura, a Conab explica que a normalização das condições climáticas nas áreas produtoras favoreceu o desenvolvimento das lavouras e acelerou a colheita, ampliando a oferta no mercado atacadista.
Enquanto algumas hortaliças ficaram mais baratas, outras seguiram em alta. A cebola acumulou aumento de 8,46% na média nacional, influenciada pelo encerramento da safra da Região Sul e pela entrada da produção de Minas Gerais e São Paulo. A alface também voltou a subir após dois meses de queda, registrando alta média de 11,99%, resultado da menor oferta provocada pelas temperaturas mais baixas.
Frutas também registram queda
Entre as frutas, a melancia liderou a redução dos preços no atacado, com queda média de 24,02%. Segundo a Conab, o inverno reduziu o consumo nos mercados do Sul e Sudeste, pressionando as cotações para baixo.
A laranja também ficou mais barata, com retração média de 13,20%, refletindo estoques regulares de suco e menor demanda internacional. A maçã registrou queda de 2,81%, favorecida pelo aumento da oferta da variedade Fuji produzida no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
O mamão apresentou leve recuo médio de 1,56%, apesar das oscilações entre os mercados. Já a banana foi a única fruta pesquisada a registrar alta, com aumento médio de 2,10%, consequência da redução da oferta causada pelas baixas temperaturas nos principais estados produtores.
Exportações batem novo recorde
O boletim também mostra que as exportações brasileiras de frutas seguem em expansão. No primeiro semestre de 2026, o Brasil embarcou 632,85 mil toneladas, volume 13% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O faturamento alcançou US$ 775 milhões, crescimento de 19,2% na comparação anual. Os maiores avanços nas exportações foram registrados pela maçã (225%), abacate (93%) e manga (38%).
De acordo com a Conab, o Boletim Hortigranjeiro acompanha mensalmente a comercialização dos principais produtos hortifrutigranjeiros nas Ceasas brasileiras, reunindo informações de 117 frutas e 123 hortaliças, que representam os itens de maior peso no abastecimento e no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
