Feito no Acre

Cafés do Acre são apresentados em evento nacional de cafeicultura em Minas Gerais

Representante acreano levou ao Safra Café 2026 os resultados do trabalho desenvolvido pelo Senar Acre para fortalecer a produção de café no estado

Por Redação ·

A cafeicultura do Acre busca ampliar sua presença no cenário nacional e avançar não apenas em produtividade, mas também em qualidade, conhecimento e acesso a mercados. Essa é uma das pautas levadas pelos representantes do Senar Acre ao Safra Café 2026, realizado no Centro de Excelência em Cafeicultura, em Varginha (MG).

Os engenheiros agrônomos Hadamés Wilson, Hudson Talion e Sérgio Manoel participam da programação, que reúne especialistas e profissionais do setor para discutir as perspectivas da cafeicultura brasileira, estimativas de safra, condições climáticas, mercado, pesquisa, inovação, pós-colheita e qualidade dos cafés Arábica e Canephora.

Para Hadamés Wilson, a participação representa uma oportunidade de aproximar os produtores acreanos dos principais debates que envolvem o setor no país e conhecer experiências e tecnologias que podem ser adaptadas à realidade do estado.

“O Acre vive um momento muito importante de crescimento da cafeicultura. Estar em um evento como o Safra Café nos permite compreender melhor não apenas as perspectivas para a safra, mas todo o cenário que envolve o café no Brasil. É uma oportunidade de conhecer experiências, tecnologias e metodologias desenvolvidas em um Centro de Excelência e levar esse conhecimento para a nossa realidade”, afirmou.

Segundo o agrônomo, o crescimento da atividade no Acre precisa ser acompanhado por investimentos em etapas que vão desde a pós-colheita até a comercialização. A avaliação é de que produzir mais é apenas uma parte do processo para fortalecer a cadeia e melhorar a renda dos agricultores.

“Precisamos produzir mais, mas também produzir cada vez melhor e compreender como esse café chega ao mercado. Conhecer os processos de pós-colheita, classificação, análise sensorial e comercialização é fundamental para agregar valor ao café produzido no Acre e melhorar a renda do produtor. Essa troca de experiências com outras regiões produtoras ajuda o Acre a encurtar caminhos”, destacou.

A programação do Safra Café 2026 inclui atividades voltadas aos cafés Arábica e Canephora, além de visitas aos laboratórios de classificação e torra do Centro de Excelência em Cafeicultura e degustações comentadas de cafés produzidos em diferentes regiões brasileiras.

A participação também reforça a busca por conhecimento técnico para acompanhar o momento de expansão da cafeicultura acreana. Para Hadamés, o desafio agora é fazer com que o aumento da produção venha acompanhado de maior valorização do produto e retorno financeiro para os produtores.

“Acre já mostrou que tem potencial para produzir café. Agora precisamos avançar cada vez mais em qualidade, conhecimento e mercado, para que esse crescimento também se transforme em valor e renda para quem está no campo”, concluiu.

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