O mercado físico do boi gordo se manteve firme na quinta-feira, 5 de novembro, segundo a consultoria Safras & Mercado. No entanto, as altas nos preços têm mostrado sinais de perda de força ao longo da semana. As oscilações de preços estão concentradas em algumas regiões, enquanto o aumento no volume de negócios tem ajudado a atender as demandas imediatas dos frigoríficos, reduzindo a urgência nas compras.
De acordo com a Scot Consultoria, das 33 regiões analisadas, 17 registraram alta no preço do boi gordo em comparação diária, enquanto 16 mantiveram-se estáveis. Em locais de referência como Araçatuba e Barretos, em São Paulo, o preço do boi gordo continua cotado a R$ 387 a arroba para pagamento em 30 dias. Não houve alterações também nos preços do “boi China”, da vaca e da novilha.
Dados parciais do Serviço de Inspeção Federal (SIF), atualizados até 5 de novembro, indicam que a participação de fêmeas no abate de outubro foi de 27,2%, o que explica a oferta reduzida dessa categoria e a firmeza nos preços das fêmeas. A Scot Consultoria informa que a oferta de boiadas está enxuta, com os vendedores segurando os lotes na expectativa de melhores preços. Apesar disso, as transações têm ocorrido, em sua maioria, dentro das referências de mercado.
Do lado da indústria, as compras estão limitadas ao necessário para manter as escalas de abate. Embora tenham ocorrido negócios pontuais com preços acima das cotações indicadas, esses não foram suficientes para estabelecer novas referências de mercado.
Fernando Iglesias, analista da Safras, destaca que as expectativas para o restante de novembro são positivas, sustentadas pela entrada dos salários e pela sazonalidade favorável ao consumo de carne bovina no último bimestre do ano. O mercado permanece atento ao comportamento da China no cenário internacional e ao ritmo das aquisições. A gestão da cota chinesa pode influenciar os embarques e limitar compras mais agressivas de boiadas, sem eliminar os fatores que sustentam o preço da arroba.
No mercado interno, a expectativa de demanda é reforçada pelo recebimento do décimo terceiro salário e pelas festividades de fim de ano, embora a menor competitividade da carne bovina em relação ao frango e cortes suínos ainda restrinja os repasses aos consumidores.
As informações são da revista Globo Rural.
