A soja continua a apresentar preços em alta no porto de Paranaguá, no Paraná. Na terça-feira, 3 de novembro, o indicador Cepea/Esalq registrou a sétima alta consecutiva, com a saca cotada a R$ 159, uma elevação de 0,25% em relação ao dia anterior. As informações são da revista Globo Rural.
Segundo Alê Delara, diretor da Delara Agronegócios, a comercialização da soja no Brasil está avançada, superando em pelo menos oito pontos percentuais o ritmo do ano passado. Ele destaca que, mesmo com o plantio acelerado, os preços devem se comportar de maneira normal sazonalmente. Contudo, ressalta que os prêmios podem sofrer pressão para baixo devido à valorização do dólar. “Se não houver nenhum problema grave de produção, os preços irão trabalhar dentro de uma normalidade sazonal”, afirma Delara.
Entretanto, o analista também alerta que, caso ocorram problemas na safra brasileira, as primeiras ofertas que chegarem ao mercado poderão ter preços elevados.
Em outras regiões do Brasil, a AgRural monitorou preços mistos para a soja. Em Ponta Grossa (PR), a saca foi cotada a R$ 154, com um aumento de R$ 0,50 em relação à última sexta-feira, 30 de outubro. Em Primavera do Leste (MT), o preço se manteve estável a R$ 140, enquanto em Luís Eduardo Magalhães (BA), houve um aumento de R$ 1,50, com a saca cotada a R$ 142,50.
