O Brasil deve receber investimentos de R$ 142 bilhões na produção de biocombustíveis entre 2027 e 2036, segundo o Plano Decenal de Energia (PDE) divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME) na última quinta-feira, 29 de outubro. O plano, que é atualizado anualmente, delineia o futuro energético do país.
Os maiores investimentos estão projetados para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel verde (HVO), com um total de R$ 39 bilhões destinados a cinco indústrias em construção. Uma dessas fábricas deve ter uma capacidade instalada de 5,5 bilhões de litros por ano.
O biometano é o segundo biocombustível que receberá destaque, com uma previsão de R$ 31,1 bilhões para a construção de 27 novas fábricas e ampliações, totalizando uma capacidade instalada de 332 milhões de metros cúbicos por ano. O PDE estima que esses investimentos serão suficientes para atender à demanda obrigatória até 2029, com potencial para novos projetos até 2036.
Adicionalmente, o etanol de milho deve atrair R$ 25,3 bilhões em investimentos, permitindo a construção de 21 novas usinas e a ampliação de três já existentes, com um total de 9,6 bilhões de litros de capacidade instalada. Para o etanol de cana, a previsão é de R$ 24,1 bilhões, incluindo a construção de uma nova usina e 30 ampliações, com uma capacidade adicional de 1,6 bilhão de litros.
O PDE também estima R$ 9,9 bilhões para o biodiesel, prevendo a construção de nove novas usinas e a ampliação de outras três, agregando 2 bilhões de litros de capacidade de produção ao ano. Além disso, estão previstos R$ 6,2 bilhões em etanol de segunda geração, com a construção de cinco novas usinas que devem produzir 400 milhões de litros.
Essas projeções não incluem investimentos em distribuição e comercialização de combustíveis, nem os custos de operação e manutenção, focando exclusivamente na produção dos biocombustíveis.
Com informações de Globo Rural.
