As vendas da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas no Brasil alcançaram R$ 5,17 bilhões em setembro de 2026, representando uma queda de 15,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, em comparação a agosto de 2026, houve um aumento de 8,2%. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, as vendas totalizaram R$ 41,47 bilhões, uma redução de 21,6% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, afirmou que o setor já teria superado o “fundo do poço” e que as vendas não devem cair mais. Ele atribuiu a continuidade da queda à baixa rentabilidade das principais culturas, como soja, milho e cana. A queda nas vendas foi revisada de 22,4% até agosto para 21,6% até setembro. A projeção da Abimaq para o ano de 2026 permanece em uma queda de 20%.
Bastos acredita que 2027 não será um ano de forte recuperação devido ao endividamento rural, mas prevê uma melhora na rentabilidade, sem registrar novas quedas nas vendas. Ele destacou que a estabilidade do dólar em torno de R$ 5,30 e os preços das commodities em níveis regulares podem contribuir positivamente. No entanto, o fenômeno climático El Niño é visto como uma incerteza que pode impactar o setor.
Em relação ao comércio exterior, as exportações de máquinas agrícolas somaram US$ 161,69 milhões em setembro de 2026, um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo mês de 2025 e 21,2% em comparação a agosto de 2026. No acumulado do ano, as exportações totalizaram US$ 1,312 bilhão, com um aumento de 12,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações, por sua vez, foram de US$ 91,71 milhões em setembro, uma queda de 4,2% em relação a setembro de 2025, mas um aumento de 1,6% em comparação a agosto de 2026.
No que diz respeito à venda de tratores e colheitadeiras, setembro de 2026 registrou a comercialização de 7.159 tratores, uma queda de 1,28% em relação ao mês anterior e 32,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Desses, 3.577 foram vendidos para o usuário final, representando um aumento de 7,6% em relação a agosto, mas uma queda de 32,5% em relação a setembro de 2025. As colheitadeiras, por outro lado, totalizaram 488 unidades vendidas, um aumento significativo de 80,74% em relação ao mês anterior, embora ainda representem uma queda de 24,2% em relação ao ano passado.
As exportações de colheitadeiras totalizaram 20 unidades em setembro, um aumento em relação ao mês anterior, mas uma queda em comparação a setembro de 2025.
Com informações de Globo Rural.
