O México autorizou a entrada de carne de aves exportadas por frigoríficos brasileiros que estavam em trânsito antes da confirmação do foco da doença de Newcastle. A decisão, segundo fontes do mercado, se aplica a cargas embarcadas até 19 de outubro, exceto aquelas provenientes de Santa Catarina, onde o surto foi registrado.
Estimativas indicam que a medida poderá permitir a importação de até 20 mil toneladas de carne de aves, que já estavam a caminho do México, ajudando a mitigar os impactos negativos projetados para o setor exportador em outubro.
A indústria avícola brasileira enfrenta uma expectativa de que entre 30 mil e 40 mil toneladas de carne de aves deixem de ser exportadas mensalmente devido às restrições impostas por alguns importadores. De acordo com informações do setor, boa parte do volume que se esperava exportar em outubro já estava em navegação para o México e, portanto, não será contabilizado.
Atualmente, o México é o único grande comprador de carne de frango do Brasil que implementou restrições abrangentes às exportações em resposta à identificação da doença em granjas comerciais de perus em Santa Catarina. A liberação das cargas de outros Estados é vista como uma forma de “tirar a pressão” sobre os frigoríficos, de acordo com uma fonte do setor.
Embora a liberação das importações represente um alívio temporário, as restrições gerais ainda permanecem. O mercado avalia que o México poderá, em breve, adotar uma abordagem de regionalização do embargo, limitando as restrições apenas às exportações de Santa Catarina.
Com informações de Globo Rural.
