Mel

Feira do Mel em Rio Branco movimentou R$ 28 mil e premia melhor produtor

Por Redação ·
Foto: Noticias do Acre (agencia.ac.gov.br)

A primeira edição da Feira do Mel, realizada de 30 de outubro a 2 de novembro em Rio Branco, no Horto Florestal, superou as expectativas, reunindo 26 produtores e atraindo visitantes de várias regiões, incluindo Amazonas e Peru. O evento, que promoveu a bioeconomia e a educação ambiental, gerou um total de R$ 28.267 em vendas, com destaque para a comercialização de mel, que rendeu R$ 17.488, representando 62% do faturamento.

Gabriel Ribeiro, idealizador da feira e representante da ONG Mãos Que Ajudam, destacou que o principal objetivo de aproximar a população do universo das abelhas nativas sem ferrão foi alcançado. Ele comentou que a atividade teve uma avaliação positiva, enfatizando a importância da conservação dessas espécies para o desenvolvimento sustentável.

A feira, realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), também serviu como uma vitrine para empreendedores da bioeconomia, oferecendo espaço para a comercialização de mel, artesanato, doces e produtos regionais. Ribeiro ressaltou a receptividade do público e o interesse demonstrado pelos visitantes, indicando uma necessidade de edições futuras do evento.

Um dos momentos marcantes da programação foi o concurso que premiou o melhor mel de abelhas sem ferrão. O vencedor foi Nilson Brilhante, dos meliponários Porongaba e Filipinas, que recebeu reconhecimento por seu trabalho de extensão na Universidade Federal do Acre (Ufac) e por suas contribuições à meliponicultura no estado.

Nilson Brilhante, técnico do Parque Zoobotânico da Ufac, destacou que o trabalho com abelhas sem ferrão começou em 1987 e se consolidou como referência em pesquisa e extensão no Acre. A feira foi uma oportunidade para o grupo apresentar seu trabalho e comercializar produtos, com os recursos revertidos para a manutenção do meliponário.

Atualmente, o meliponário do Parque Zoobotânico abriga cerca de cinco espécies de abelhas sem ferrão. Brilhante enfatizou a importância da troca de matrizes entre criadores para garantir a saúde das colônias e o crescimento da meliponicultura no Acre.

Os produtores, como Leonardo da Silva, que começou na meliponicultura em 2019, destacaram a importância das feiras para fortalecer a cadeia produtiva do mel e aproximar os criadores dos consumidores. Leonardo, que venceu o prêmio de Melhor Mel de Manaus, reforçou a relevância de eventos como a Feira do Mel para a valorização da atividade e a geração de renda, além de promover a conservação ambiental.

Texto de Tácita Muniz, publicado originalmente em Noticias do Acre.

Escrito por Tácita Muniz
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