A Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) realiza a 1ª Feira do Mel. Começa neste sábado (31) e segue até dia 2 de novembro (segunda-feira) no Horto Florestal. O evento em si já é um indicativo de uma ação de governo estruturante de apoio aos apicultores e meliponicultores.
O resultado da seção de ferramentas e instrumentos necessários para a produção de mel em várias comunidades será apresentado das 15 às 19 horas até segunda-feira, no Horto Florestal. A programação, organizada pela Organização Não Governamental Mãos que Ajudam, conta com palestras de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Será detalhada também a Trilha do Mel, no Ramal Quixadá na propriedade Refúgio das Abelhas Acreanas.
A cadeia produtiva do Mel ainda não encontrou apoio articulado entre a bancada federal. A deputada Socorro Neri (Progressistas) é quem destinou uma emenda parlamentar. Mas, de uma forma geral, a cadeia do mel é negligenciada. Não é percebida pelos parlamentares como mais uma alternativa de renda para os agricultores de base familiar do Acre.
Os números do Acre mostram que a produção tem crescido. Em 2024, o Acre produziu, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE, apenas 8,6 toneladas. Em 2026, saltou para 14 toneladas. O Governo do Acre quer chegar a 22 toneladas até 2030.
O Estado de Rondônia tem uma produção que se aproxima de 240 toneladas por ano, segundo dados da Pesquisa Pecuária Municipal, do IBGE. Essa diferença já oferece parâmetros de comparação e sinaliza como a cadeia produtiva alcança escala industrial no estado vizinho.
O trabalho do Núcleo da Cadeia Produtiva do Mel, da Seagri, executa um trabalho estruturante. O foco é priorizar a qualidade das boas práticas de produção, inclusive com os critérios e parâmetros da certificação do Selo D’Colônia.
Um dos parceiros da Seagri na melhoria da cadeia produtiva do mel no Acre é o Sebrae.
