Biocombustível

Setor de biodiesel ganha certificação Super Bio+ para garantir qualidade

Por Redação ·
Setor de biodiesel passa a contar com nova certificação
Foto: Divulgação / Globo Rural

A AliançaBiodiesel, que reúne a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), lançou na quinta-feira (5) a certificação Super Bio+, destinada a garantir a qualidade do biodiesel produzido no Brasil. A certificação é voluntária e introduz critérios adicionais de qualidade que vão além dos já estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Programa de Monitoramento de Qualidade dos Biocombustíveis (PMQBio).

Entre os novos requisitos, estão limites mais rigorosos para elementos químicos como sódio, potássio, cálcio, magnésio e fósforo. Além disso, a certificação Super Bio+ avaliará aspectos relacionados à gestão, ao processo produtivo, às boas práticas e à sustentabilidade. Para obter o selo, o biodiesel passará por análises laboratoriais, e a indústria será submetida a auditorias independentes realizadas pelo Instituto da Qualidade Automotiva (IQA). A certificação terá validade de dois anos, com auditorias anuais de manutenção.

O selo Super Bio+ resulta da unificação dos selos de qualidade Bio+, da Abiove, e Super A, da Aprobio, criados em 2020. “Unificar os selos é uma forma de garantir ao consumidor que o biodiesel segue um padrão de alta qualidade, com critérios mais rigorosos sobre contaminantes”, afirmou Daniel Furlan Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove. Segundo ele, o Super Bio+ complementa o PMQBio, que assegura a conformidade do biodiesel comercializado no Brasil e auxilia nas ações de fiscalização.

Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio, ressaltou que a certificação demonstra o compromisso da indústria em entregar um produto de alta qualidade. “É um mecanismo voluntário que valoriza boas práticas, inovação e rastreabilidade nos processos produtivos”, afirmou. O executivo também mencionou que o plano inicial era contar com a aprovação do Ministério de Minas e Energia e de representantes de outros setores da cadeia, como a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a ANP.

Atualmente, a maior parte do biodiesel consumido no Brasil é utilizada em mistura com o diesel, mas há iniciativas de uso do biodiesel puro, como a da empresa Amaggi, que opera uma frota de quase mil caminhões utilizando B100. Amaral acredita que esse segmento tem potencial de crescimento com o lançamento de novos caminhões flex.

A certificação Super Bio+ já foi concedida a 11 empresas, com outras em processo de certificação. A ADM foi a primeira a receber o selo, que também foi concedido a empresas como Amaggi, Bunge, Cargill, Cofco International, Dual Duarte Albuquerque Comércio e Indústria, Biopower (JBS) e Olfar. Jayson Lee, vice-presidente de esmagamento e gestão de riscos da ADM, destacou que a conquista do selo reflete o compromisso da empresa com inovação e eficiência, além de fortalecer a competitividade do biodiesel brasileiro e contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor.

As informações são da revista Globo Rural.

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