O economista Marcos Vinícius de Oliveira, da ONG SOS Amazônia, avalia que há falta de “conexão” entre as instituições públicas e privadas com foco na industrialização de produtos vinculados às diversas cadeias produtivas da Economia Florestal.
“Eu vejo uma desconexão de atividades. A Funtac faz uma atividade, as secretarias têm outras atividades que ficam muito dispersas no território” avaliou Oliveira. “Não dialogam entre si”.
É justamente nesse problema a ser superado e identificado que a SOS Amazônia tenta fazer as costuras institucionais possíveis. “Falta uma coordenação envolvendo Estado, prefeituras e Governo Federal para que as coisas aconteçam. Os desafios são muitos. Falta gestão [na base comunitária: a própria comunidade gerenciando as cadeias produtivas], falta Assistência Técnica e Extensão Rural de forma continuada, desafios de mão de obra qualificada, que acontece em todos os setores”.
Ele citou o exemplo do comércio do cacau que a ONG tem feito mediação com compradores de fora para conseguir melhores prazos e melhores preços. “Mas a SOS sozinha ainda não consegue fazer com que isso [diálogo interinstitucional] aconteça”, afirmou.
