O pesquisador Daniel Filho, criador do tacacá, do mingau de banana, do cupuaçu e do açaí em pó, afirmou que a ideia de liofilizar os alimentos amazônicos surgiu na Bolívia enquanto era estudante de Medicina. “Foram quatro anos sem comer comida da nossa Amazônia, principalmente aqui do Acre”, lembrou. “Em todo lugar que eu vou, sinto falta da comida daqui”.
Ele pontuou que a pesquisa efetiva para desenvolver os produtos aconteceu durante os estudos de doutorado que desenvolveu no sistema “sanduíche”, entre Brasil e Austrália.
O pesquisador destacou que a tese de doutorado dele guardou relação entre a planta mulateiro e o desenvolvimento de um produto cosmético. “Essa tese é um tema relacionado à bioeconomia da Amazônia na área de cosmético. Não de alimentos. Eu tenho uma fascinação, como cientista, em pesquisar alguma solução para reverter o processo de envelhecimento”, afirmou. Ele isolou as células-tronco do mulateiro e produziu um creme dermatológico que rejuvenesce a pele. “Faz até crescer o cabelo”, prometeu.
Em relação aos alimentos, do ponto de vista técnico, o que o pesquisador faz é chamado de liofilização. É um processo de desidratação dos alimentos. No caso específico da pesquisa de Daniel Filho, ele garante que a liofilização com o método usado por ele preserva as características nutritivas dos alimentos em mais de 95%.
