“Prateleira da Embrapa”: falhas da gestão pública e da iniciativa privada

Produtos desenvolvidos por pesquisadores da Embrapa têm dificuldades de ganhar escala por falta de fortalecimento interinstitucional e por falta de investimento das empresas locais

Itaan Arruda
Bruna Pena, da Embrapa, afirma que a pesquisa tem limites. A partir de uma determinada etapa, a indústria precisa entrar como parceira. (Foto: Iago Nascimento)

O chefe Geral da Embrapa Acre, Bruno Pena, foi provocado a tratar de uma situação grave: o ganho de escala das vitórias da Embrapa Acre. Um exemplo lembrado é o do pesquisadora Joana Maria Leite de Souza, uma referência quando o assunto é Ciência e Tecnologia de Alimentos.

A pesquisadora já foi entrevistada no agro24cast. E revelou uma série de produtos e tecnologias que foram criadas por ela e pela equipe que poderia combater a insegurança alimentar usando frutas e tubérculos regionais. Mas, por falta de investimento da iniciativa privada, o conhecimento não ganha escala e nem consegue ser apropriado pela população.

“A partir de um determinado ponto de desenvolvimento de uma determinada tecnologia, aquela etapa final deve ser feita em parceria com uma indústria”, afirmou o chefe da Embrapa Acre. São exemplos lembrados o Nectar do Açaí e as farofas temperadas. São produtos com alto valor nutricional, baixo custo de produção e que poderiam combater a insegurança alimentar no Acre.

Bruno Pena tratou também da dificuldade de remunerar de maneira diferenciada o extrativista por executar as boas práticas do manejo da castanha. Segundo ele, a identificação dessas boas práticas é difícil ao longo da cadeia, geralmente exposta no final da linha com a castanha já extraída e prestes a ser beneficiada, quando se identifica quantidades menores ou maiores de aflatoxina.

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