Comércio Exterior

Brasil registra aumento de 11,8% nas exportações no 1º semestre de 2026

As importações também aumentaram em 5,4%, atingindo US$ 146,03 bilhões. Saldo é positivo em US$ 44,63 bilhões

Por Itaan Arruda ·
País continua com o desafio de superar a condição de país agroexportador para um país que exporte produtos industrializados.

O Brasil registrou aumento de 11,8% das exportações no primeiro semestre de 2026, comparado ao mesmo período do ano passado. Foram US$ 190,66 bilhões. Mesmo com o aumento das importações totalizando US$ 146,03 bilhões, o saldo ficou positivo. O superávit foi de US$ 44,63 bilhões. Isso significa um crescimento nominal de 39,2% comparado a 2025.

A “corrente de comércio” (é como os economistas e especialistas em comércio internacional chamam ao conjunto de relações comerciais: o que sai e o que entra no país) também apresentou crescimento. Aumentou 8,9%, atingindo US$ 336,70 bilhões nos seis primeiros meses do ano, comparado ao mesmo período do ano passado.

O perfil das exportações brasileiras continua o mesmo: agroexportador. Em comércio exterior é o perfil com maior dificuldade de agregar valor. A indústria tem interferência limitada na agenda de exportação. Na relação de produtos, é possível perceber isso de forma clara. Não se exporta produto beneficiado: exporta-se o produto em estado bruto. A industrialização (e, consequentemente, o valor agregado, ocorre nos países ricos).

Fazendo um recorte entre janeiro de 2026 até a primeira semana de junho e comparando com o mesmo período do ano passado, a expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos:

Produto                                                                                        Crescimento

Café não torrado                                                                                13,6%

Soja                                                                                                           1,3%

Algodão em bruto                                                                                 90,5%

Minério de ferro e concentrados                                                          8,7%

Minérios de cobre e concentrados                                                    50,4%

Óleos brutos de petróleo/minerais betuminosos, crus                134,5%

Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada                              43,9%

Óleos combustíveis de petróleo/minerais betuminosos             243,6%

Ouro (não monetário)                                                                         148,3%

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex)

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