PF apura possíveis crimes contra etnias indígenas vulneráveis no Acre

Operação Tutela Originária cumpre três mandados de busca e apreensão, bem como medidas cautelares diversas da prisão em Feijó e na região do Alto Rio Envira

Redação
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Investigações apontaram que um indígena, vinculado à Funai, fazia parte do esquema de retenção dos cartões de benefícios. (Foto: Arquivo MPF)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27/5), a Operação Tutela Originária, com o objetivo de aprofundar a apuração de crimes praticados em detrimento de indígenas em situação de vulnerabilidade social que vivem em comunidades localizadas no município de Feijó e na região do Alto Rio Envira.

As investigações apontam que um servidor indígena vinculado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) teria se utilizado da posição funcional e da relação de confiança estabelecida com integrantes de povos originários para reter cartões bancários e documentos pessoais sob o argumento de prestar auxílio administrativo e de intermediar o acesso a benefícios assistenciais.

Segundo os elementos de prova colhidos, os valores não seriam integralmente repassados aos beneficiários, havendo indícios de supressão de parte significativa das quantias sacadas, causando severos prejuízos financeiros a indígenas em condição de extrema vulnerabilidade.

Foram cumpridos, na cidade de Feijó, por determinação da Justiça Federal, três mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo monitoração eletrônica, restrição de acesso a unidades da Funai no município e proibição de ingresso em terras indígenas. 

O investigado e eventuais outros envolvidos poderão responder judicialmente pela prática dos crimes de estelionato, de retenção de documento, de furto qualificado mediante abuso de confiança e de apropriação de proventos, pensão ou qualquer outro rendimento de pessoa idosa.

(Texto produzido pela Assessoria do Ministério Público Federal no Acre)

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