O pesquisador acreano Daniel Filho, responsável pela liofilização de alimentos amazônicos, não escondeu a frustração com o atual Governo do Acre e com a classe política em relação ao apoio à produção de tacacá em pó, açaí em pó e cupuaçu em pó.
“Não tive muita resposta. Até agora, não me convidaram para ter uma conversa. Eu encontrei muitos políticos que disponibilizam emendas [parlamentares] para projetos científicos, projetos sociais. Mas nenhum deles se interessou muito, não. Eu fiquei meio frustrado com isso”, disse o pesquisador Daniel Filho, sobre a falta de apoio do poder público para custear o projeto de ganho de escala aos alimentos amazônicos liofilizados. “Há dois anos que estou tentando mostrar para o nosso povo aqui e para os nossos governantes que eu trouxe uma tecnologia real que pode dar um resultado real e uma visibilidade para o nosso estado. Mas eles não levam a sério. Eu não sei o que acontece”.
As duas únicas estruturas que apoiaram na divulgação dos produtos do pesquisador Daniel Filho foram Sebrae/AC e ApexBrasil. O momento exige uma empresa ou instituição pública que invista na escala de produção.
