O mercado da carne bovina do Acre mantém trajetória de crescimento em 2026, impulsionado principalmente pelo aumento das exportações e do número de animais abatidos nos frigoríficos do estado.
Entre janeiro e julho, o Acre exportou 4.041,4 toneladas de carne bovina, movimentando US$ 21,5 milhões no comércio internacional.
No mesmo período de 2025, foram exportadas 2.805,2 toneladas, com faturamento de US$ 12,5 milhões. Na comparação anual, o volume embarcado aumentou cerca de 44%, enquanto o valor movimentado avançou aproximadamente 72%, mostrando uma maior participação da carne produzida no Acre no mercado externo.
Os dados constam no Boletim Técnico Informativo Mensal de julho de 2026, divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac).
Outro indicador que demonstra o aquecimento da cadeia produtiva é o número de bovinos abatidos. Até julho, os frigoríficos do estado contabilizaram 400.009 animais abatidos, crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
O ritmo de processamento também se intensificou nos últimos meses. Apenas entre junho e julho, o número de abates aumentou 13,4%, indicando que as unidades frigoríficas em funcionamento no estado mantiveram um volume elevado de atividade.
Saída de gado vivo
A movimentação de bovinos vivos também apresentou crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e julho, 218.488 animais deixaram o Acre com destino a outras regiões do país. No mesmo intervalo de 2025, foram 209.029 cabeças, uma alta de 4,5%.
Apesar do resultado positivo no acumulado, os dados mais recentes apontam para uma mudança nesse fluxo. Em julho, a saída de bovinos vivos caiu 28,11%.
O boletim aponta ainda que a sequência de quedas observada desde abril sinaliza uma desaceleração nas negociações de animais vivos, enquanto o mercado de abate e de carne processada mantém desempenho mais aquecido.
Mais de 618 mil bovinos movimentados
Somando os animais abatidos aos bovinos vivos que deixaram o estado, o Acre movimentou 618.497 cabeças de gado entre janeiro e julho de 2026.
O estado iniciou o ano com um rebanho superior a 5,1 milhões de bovinos, e os machos representaram a maior parcela dos animais envolvidos na movimentação registrada no período.
O cenário apresentado pela Faeac mostra uma cadeia pecuária com aumento da atividade frigorífica e forte avanço das exportações, ao mesmo tempo em que a comercialização de bovinos vivos começa a apresentar sinais de desaceleração nos últimos meses.