A produção de cana-de-açúcar na Região Norte deve alcançar 4,09 milhões de toneladas na safra 2026/27, crescimento de 7,9% em relação às 3,79 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior, segundo o segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em agosto. O avanço ocorre mesmo com a área destinada à colheita recuando 0,5%, para 52,7 mil hectares.
O principal fator para o aumento é a produtividade, estimada em 77.516 quilos por hectare, alta de 8,4%. No Tocantins, que concentra a maior área de cana da região, a produção deve crescer 17,2%, passando de 1,96 milhão para 2,3 milhões de toneladas, favorecida pelas condições das lavouras e pelo uso da irrigação. No Pará, a produção deve permanecer praticamente estável, enquanto o Amazonas deve registrar queda de 10,6%.
No Tocantins, a moagem da cana é destinada integralmente à produção de etanol, com expectativa de crescimento tanto do produto anidro quanto do hidratado. Já no Pará, além da cana, o milho também passou a ser utilizado na produção de etanol, ampliando o funcionamento das unidades industriais e diversificando as matérias-primas.
