Com atraso, a Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac) divulgou no fim da tarde desta quarta-feira (19) a edição de julho do Boletim Técnico da Pecuária Bovina. A publicação é resultado do trabalho da equipe do Departamento Técnico. Pelo que foi apresentado, os frigoríficos acreanos valorizaram a arroba.
“A valorização da arroba bovina impulsionou os preços de categorias como boi magro, novilha e vaca solteira no mercado de reposição”, afirmou o boletim. “As cotações da arroba apresentaram valorização, com aceleração da alta a partir do final de julho e maiores patamares em agosto”.

“As cotações do boi gordo apresentaram valorização no período, com estabilidade em julho e aceleração da alta a partir do final do mês, atingindo os maiores patamares em agosto”, interpreta a Faeac em relação à cotação da arroba.
Abate
Essa valorização da arroba no mercado regional é consequência de um mercado ainda aquecido. Isso tem reflexos diretos nos dados de exportação e no volume de abates.
Sobre os abates, continua havendo maior abate de fêmeas (57,5%), com predominância de animais acima de 36 meses. Apenas 38,5% dos abates são de animais mais precoces, entre 25 a 36 meses.
O comparativo da evolução mensal de abates de bovinos mostra uma alta de 13,4% em julho, comparado ao mês anterior e um crescimento de 5,5% em relação ao ano passado.
“Os dados do acumulado do ano reafirmam o aquecimento da indústria local. O Acre já somou 400.009 cabeças abatidas em 2026. O crescimento de 5,5% nos abates em relação a 2025, somado à alta de 13,4% entre junho e julho (2026), indica a capacidade do estado de reter a matéria-prima e manter o ritmo de processamento de suas plantas frigoríficas operantes”.
