Câmara rejeita mudanças do Senado e mantém regras do seguro-defeso

Medida provisória busca combater fraudes e prevê R$ 7,9 bilhões para pagamento do benefício em 2026

Redação
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A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quinta-feira (9) as alterações feitas pelo Senado Federal na Medida Provisória 1323/25, que trata das regras para o pagamento do seguro-defeso. Com isso, foi mantida a versão aprovada pelos deputados na última terça-feira (7), e o texto segue agora para sanção presidencial.

O seguro-defeso é um benefício pago aos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida, para garantir a reprodução das espécies. As novas regras têm como objetivo principal reforçar o controle e evitar fraudes no acesso ao benefício.

Entre os pontos previstos na medida provisória estão:

  • autorização para quitação de parcelas pendentes em 2026, desde que o beneficiário cumpra os requisitos;
  • garantia do direito ao benefício de anos anteriores para quem fez a solicitação dentro do prazo legal;
  • prazo de até 60 dias para pagamento após a regularização do pescador;
  • novas exigências para cadastro e identificação dos beneficiários.

Para 2026, o volume previsto para o pagamento do seguro-defeso, desconsiderando valores atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Durante a tramitação no Senado, os parlamentares haviam incluído mudanças como a exigência de comprovação de contribuição ao INSS por pelo menos seis meses no período de um ano, além de ajustes no limite de renda e a exclusão do pagamento retroativo referente a 2025.

No entanto, todas essas alterações foram rejeitadas pelos deputados, prevalecendo o texto original aprovado pela Câmara.

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