Apesar dos avanços nos investimentos para fortalecer a apicultura e meliponicultura acreana, a obtenção do selo de inspeção sanitária ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores de mel do estado. A avaliação é da chefe do Núcleo da Cadeia Produtiva do Mel da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), Rúbia Lima.
Em entrevista ao agro24cast neste domingo (8), a gestora confirmou que a produção de mel saltou de 6 toneladas em 2022 para 14,5 toneladas em 2025. Atualmente apenas a associação Flora Bonal, que reúne apicultores de Rio Branco, Bujari e Plácido de Castro, possui a certificação necessária para comercializar a produção de forma regularizada.
Outras associações seguem em processo de adequação para obter o selo, emitido pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf). Para isso, é necessário cumprir uma série de exigências sanitárias e estruturais, incluindo a construção de unidades apropriadas para o processamento do mel e o atendimento às normas estabelecidas pelos órgãos de fiscalização.
De acordo com Rúbia Lima, a certificação exige investimentos e uma série de etapas técnicas antes da aprovação final. É todo um processo. A estrutura precisa ser construída dentro dos parâmetros exigidos para, então, receber o selo”, explicou.
Para Rúbia, o crescimento é resultado do incentivo oferecido aos produtores do setor, mesmo com recursos considerados modestos em comparação a outras cadeias produtivas.
A produção é acompanhada por meio de monitoramento constante realizado junto aos produtores, que informam dados sobre floradas, quantidade de mel, própolis e cera produzidos.
