Embora a produção esteja em crescimento, a maior parte do mel acreano continua sendo proveniente das abelhas com ferrão, de acordo com os dados da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri). O levantamento mostra que das 14,5 toneladas produzidas em 2025, 12 foram provenientes de abelhas com ferrão.
Rúbia Lima, chefe do Núcleo da Cadeia Produtiva do Mel da Seagri, explica que a diferença está diretamente relacionada ao comportamento das espécies nativas e ao volume de produção. Segundo ela, as abelhas sem ferrão produzem quantidades muito menores de mel, o que torna o produto mais valorizado no mercado.
“As nossas abelhas nativas são muito especiais. Elas produzem pouco mel e, para se obter um litro, leva muito mais tempo. Por isso, o mel de abelhas sem ferrão tem um valor agregado maior”, ressaltou.
Além da menor produtividade, essas espécies exigem manejo mais cuidadoso e apresentam hábitos específicos, selecionando determinadas flores para coleta de néctar. “Apesar de representar uma parcela menor da produção estadual, a meliponicultura, atividade voltada à criação de abelhas sem ferrão, tem despertado interesse crescente entre produtores devido ao alto valor comercial do mel e à importância das espécies para a polinização e conservação da biodiversidade amazônica”, destacou
Para a Seagri, o crescimento observado nos últimos anos demonstra o potencial da cadeia produtiva do mel no Acre e reforça a importância de políticas de incentivo para ampliar a produção e gerar renda no campo.
