A coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Citrícola do Idaf, Ana Cláudia D’Abadia, explicou que uma das possíveis causas da infecção bacteriana de cancro cítrico no Vale do Alto Acre tenha sido o transporte de mudas infectadas de outros estados.
Há registros de introdução de mudas na região. Uma investigação está sendo conduzida para que se identifique a origem do foco. Não há previsão legal de punição para o produtor que trouxe a doença.
O cancro cítrico está presente em vários estados do país, incluindo Rondônia. O Idaf tornou pública a informação após laudo técnico confirmando a presença da doença no Acre feito por um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sediado em Goiás.
O cancro cítrico não traz consequências para os seres humanos, mas compromete a saúde das plantas. Há desfolhamento intenso (o que compromete a produtividade), o fruto não fica com aparência saudável (o que dificulta ou, praticamente, impede a comercialização.
O Idaf tem cadastradas cerca de 270 produtores de cítricos, entre laranjas, limões e tangerinas. O monitoramento intenso e rotineiro acontece em cerca de 40 propriedades. A orientação de Ana Cláudia D’Abadia é que o produtor, percebendo alguma anomalia na planta informe o Idaf imediatamente.
Identificado um foco da doença, é feito um isolamento em um raio de um quilômetro, além de eliminar a planta doente.
A disseminação do cancro, além de mudas contaminadas, ocorre também por meio da água, do vento e ferramentas de trabalho com a bactéria.