Agricultura

Valorização do feijão é impulsionada por oferta restrita e qualidade

Por Redação ·
Oferta restrita de grãos de qualidade sustenta valorização de preços do feijão
Foto: CNA (cnabrasil.org.br)

O mercado brasileiro de feijão apresentou valorização entre 15 e 22 de outubro, impulsionada pela oferta restrita de lotes de qualidade superior e pelas compras pontuais de reposição do varejo. Segundo o Indicador de preços Cepea/CNA, o feijão preto destacou-se com altas significativas, enquanto o carioca teve avanços mais moderados.

Atualmente, o plantio da primeira safra 2026/2027 atingiu 20,9% da área acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cifra abaixo da média histórica de 22,3%. O atraso na semeadura no Paraná e as chuvas que dificultam a colheita em São Paulo geram preocupações sobre a oferta futura.

As cotações variaram conforme a qualidade e a região. Para o feijão carioca, peneira 12 e notas 9 ou superiores, os preços aumentaram em média 0,64% na semana, com destaque para Itapeva (SP), onde houve uma alta de 1,91%, impulsionada pelo interesse nas primeiras ofertas da nova colheita. Por outro lado, Barreiras (BA) e Sorriso (MT) tiveram quedas de 0,91% e 0,28%, respectivamente, devido à resistência dos compradores.

Nos lotes de feijão carioca com notas 8,0 e 8,5, a valorização média foi de 1,17%, favorecida pela retomada das compras. No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Sorriso (MT) e a capital paulista observaram altas superiores a 3%. Entretanto, recuos foram registrados no Distrito Federal (-0,45%), Sul Goiano (-0,81%) e Centro-Noroeste Goiano (-1,85%), refletindo a variação na qualidade dos lotes e a necessidade de reposição.

O feijão preto, tipo 1, teve uma alta média de 2,70%, com valorização em todas as regiões monitoradas pelo Cepea/Esalq. Sorriso (MT) destacou-se com um aumento de 4,52%, seguido por Itapeva (SP) com 1,44% e Curitiba (PR) com 0,27%. A entressafra e a menor disponibilidade de grãos de qualidade são fatores que sustentam os preços.

Para o futuro, a oferta restrita deve manter os preços firmes, especialmente para o feijão preto, enquanto a demanda seletiva pode limitar aumentos mais acentuados. A evolução da colheita paulista poderá ampliar a disponibilidade do feijão carioca. O plantio no Paraná, que alcançou 65% da área prevista, comparado a 74% no mesmo período de 2025, e as condições climáticas serão determinantes para o comportamento do mercado nas próximas semanas.

Com informações de CNA.

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