A irregularidade das chuvas na região Norte tem dificultado o avanço do plantio da soja e de parte dos cultivos de verão. Embora tenham sido registradas pancadas de chuva em praticamente todo o território, os volumes ficaram abaixo da média na maioria das regiões produtoras, mantendo a umidade do solo em níveis insuficientes para ampliar a semeadura.
De acordo com o levantamento, os maiores acumulados de chuva foram registrados no oeste do Amazonas, no sudoeste e no sudeste do Pará e no Tocantins. Apesar da ocorrência de precipitações, os volumes não foram expressivos o suficiente para garantir uma recuperação mais consistente das condições hídricas nas áreas agrícolas.
Onde as chuvas foram mais frequentes e abundantes, houve uma ligeira recuperação do armazenamento de água no solo. No entanto, as temperaturas máximas elevadas e a alta taxa de evapotranspiração continuaram reduzindo a disponibilidade de umidade, limitando as condições para o avanço dos trabalhos no campo.
O cenário também aumenta o risco de queimadas, uma vez que a combinação de calor e baixa umidade favorece a perda de água do solo e a secagem da vegetação.
Plantio no Pará depende da regularização das chuvas
No Pará, o cultivo da soja ocorre, neste momento, apenas em áreas irrigadas, onde o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório.
Nas áreas de sequeiro, que dependem diretamente das precipitações, a previsão é que o plantio comece entre novembro e dezembro, com a retomada de chuvas mais regulares.
A evolução das condições climáticas será importante para ampliar a semeadura e favorecer o estabelecimento das lavouras na região Norte. Até que as precipitações se tornem mais frequentes e suficientes, a restrição de umidade no solo continua sendo um dos principais obstáculos para o avanço dos cultivos de verão.
