O Acre busca alternativas para reduzir a dependência de produtos lácteos vindos de outros estados e fortalecer a cadeia produtiva do leite. A secretária de Estado de Agricultura, Temillys Silva, afirmou que o governo mantém o compromisso de buscar investimentos para o setor e citou conversas realizadas com o Grupo Gloria, empresa de origem peruana, como parte dessa articulação.
Durante sua participação como convidada da semana do Agro24Cast, Temillys destacou que a compra de leite de Rondônia representa uma saída de recursos do Acre e defendeu a busca por uma solução que fortaleça a produção e o processamento dentro do estado.
“Hoje nós importamos muito leite de Rondônia. É muito dinheiro que sai do estado do Acre. Precisamos, para ontem, de uma solução”, afirmou.
A secretária argumentou que a resposta para esse cenário precisa passar pela atração de investimentos e pela criação de condições para ampliar a capacidade de processamento da produção local. Segundo ela, o governo já iniciou conversas com empresas que poderiam participar desse processo.
Grupo Gloria entrou nas discussões
Temillys relatou que houve uma reunião com representantes do Grupo Gloria no ano passado e que existe o compromisso de buscar um investimento para o setor lácteo acreano.
“ tivemos uma reunião ano passado, com o Grupo Gloria, e temos esse compromisso de buscar um investimento. Não dá mais para o produtor de leite ficar como está”, declarou.
A fala aponta para a intenção de atrair recursos que contribuam para melhorar as condições da cadeia produtiva do leite no Acre. No entanto, a secretária não detalhou se as conversas já resultaram em um projeto definido, nem informou valores, cronograma ou possível localização de uma indústria.
A eventual instalação de uma unidade de processamento poderia ampliar as possibilidades de beneficiamento da produção local e criar alternativas para os produtores, mas a concretização desse cenário depende da confirmação de investimentos e dos próximos passos das negociações.
Setor busca alternativas para avançar
A declaração da secretária coloca a industrialização como uma das questões centrais para o desenvolvimento da atividade leiteira no estado. Além de ampliar a capacidade de processamento, a atração de empresas pode contribuir para aproximar a produção rural do mercado consumidor.
Para os produtores, o desafio é garantir condições para manter a atividade e encontrar canais de comercialização que deem sustentação econômica à produção.
A secretária não apresentou detalhes sobre a possível indústria nem confirmou prazo para a realização do investimento. A proposta, segundo ela, é avançar nas articulações para encontrar uma alternativa ao cenário atual e melhorar as condições de quem produz leite no Acre.