Os preços da cenoura registraram queda de 16% na média ponderada das Centrais de Abastecimento (Ceasas) em setembro, mesmo com a redução do volume comercializado. A desvalorização voltou a ocorrer após a estabilidade registrada em agosto e continuou na primeira quinzena de outubro, segundo o 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta terça-feira (27) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No Acre, os dados de comercialização de frutas mostram a presença de produtos provenientes de diferentes estados brasileiros, além da participação da produção local no abastecimento. Entre as frutas relacionadas no levantamento estão banana, laranja, maçã, mamão e melancia, com volumes registrados por unidade da Federação de origem.
A banana apresenta o maior volume de origem acreana entre os produtos relacionados, com 558.455 quilos. Minas Gerais lidera o fornecimento da fruta, com 19.256.487 quilos, seguido pelo Ceará, com 6.258.173 quilos, e por São Paulo, com 4.548.307 quilos.
Na comercialização de laranja, o Acre aparece com 10 mil quilos. São Paulo lidera o volume registrado, com 37.919.171 quilos, seguido por Minas Gerais, com 6.300.957 quilos, e Sergipe, com 6.136.330 quilos.
Para a maçã, o levantamento não apresenta quantidade atribuída ao Acre. Santa Catarina lidera o fornecimento, com 15.406.929 quilos, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 10.262.482 quilos, e por São Paulo, com 3.213.940 quilos. O volume de produtos importados registrado nessa categoria é de 1.924.146 quilos.
No caso do mamão, o Acre aparece com 2.975 quilos. A Bahia lidera o volume relacionado, com 14.029.398 quilos, seguida pelo Espírito Santo, com 10.152.897 quilos, e pelo Ceará, com 1.780.756 quilos.
A melancia registra 88.750 quilos provenientes do Acre. Goiás lidera a relação, com 19.467.635 quilos, seguido por Pernambuco, com 2.262.320 quilos, e São Paulo, com 1.397.203 quilos.
Os números mostram a participação do Acre no conjunto de volumes registrados para essas cinco frutas e a presença de fornecedores de diferentes regiões do país. Entretanto, os dados apresentados não permitem estabelecer uma relação direta entre a origem das frutas e a queda de 16% nas cotações da cenoura, já que se referem a produtos diferentes.
O boletim do Prohort acompanha as oscilações de preços e os volumes comercializados nas centrais de abastecimento brasileiras. No caso da cenoura, a sequência de queda em julho, estabilidade em agosto e nova desvalorização em setembro, mantida na primeira quinzena de outubro, indica a continuidade do movimento de baixa identificado pela Conab.
