QualiCafé

Agricultoras representam a Capital entre finalistas do QualiCafé

Gabriele Tavares é a única produtora de Rio Branco entre os 15 finalistas da quarta edição do concurso

Por Luiz Eduardo Souza ·
No Acre, cadeia produtiva do café está fundamentada na agricultura de base familiar. (Foto: Alice Leão/Secom)

A produção de café de Rio Branco está representada por uma mulher na final da quarta edição do QualiCafé. Gabriele Tavares é a única produtora da capital entre os 15 finalistas do concurso, que reúne os cafés de maior destaque desta edição.

Além de representar Rio Branco, Gabriele também comemora o fato de estar entre as quatro mulheres classificadas para a etapa final. Para ela, o resultado é motivo de alegria e gratidão, especialmente por ser a segunda safra em que participa do concurso.

“Eu estou muito feliz porque, além de ser a única de Rio Branco, sou uma das quatro mulheres entre os 15 melhores. É muito gratificante. Estou com o coração cheio de alegria e gratidão a Deus”, afirmou.

Gabriele conta que o manejo adotado na propriedade neste ano foi semelhante ao da safra anterior, mas a experiência adquirida no primeiro ano ajudou no trabalho. Nas duas safras, o café produzido pela família conseguiu ficar entre os destaques do QualiCafé.

“O nosso manejo esse ano foi quase igual ao do ano passado, mas com experiência, porque ano passado foi a nossa primeira safra e esse ano já é a segunda. E nas duas sendo eleita entre os melhores é muito bom”, disse.

A produtora também destaca o orgulho de representar a capital acreana em uma competição voltada à qualidade do café. Segundo ela, o fato de ser a única mulher produtora de Rio Branco entre as finalistas torna o resultado ainda mais especial.

“É um motivo de felicidade e uma honra representar Rio Branco. A gente tem o maior carinho pelo nosso café e cuida do cultivo. Eu acho que tudo que a pessoa faz com amor dá certo”, declarou.

A produção, porém, não é um trabalho individual. Gabriele destaca a participação dos pais no cultivo e afirma que a agricultura familiar é construída com a união da família.

“Eu também quero falar sobre meus pais, porque a gente trabalha com produção familiar. Eles são a minha base, são as pessoas que estão me ajudando a cultivar o café. Se não for a família junto, unida, as coisas não dariam certo”, afirmou.

Com a classificação entre os 15 melhores cafés da quarta edição do QualiCafé, Gabriele agora aguarda as próximas etapas do concurso e mantém a expectativa de voltar a colocar o café produzido em Rio Branco entre os destaques da competição.

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