Cadeia

TJAC restabelece prisão de ex-dono da Na Rota do Boi e outros investigados da Operação Rota do Fim

A decisão determina o retorno à prisão do empresário Ennyelson Moraes de Souza, ex-dono da rede de Casa de Carnes Na Rota do Boi e da Leilo Marca Leilões, além de Priscilla Lira Fernandes Leon Moraes, Wiliam Rafael da Silva Soares e Leandro Sampaio da Silva, investigados por suposta participação em uma organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro

Por ac24horas ·

Menos de duas semanas após a Justiça revogar as prisões preventivas de quatro investigados na Operação Rota do Fim, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) restabeleceu as custódias cautelares ao acolher recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

A decisão determina o retorno à prisão do empresário Ennyelson Moraes de Souza, ex-dono da rede de Casa de Carnes Na Rota do Boi e da Leilo Marca Leilões, além de Priscilla Lira Fernandes Leon Moraes, Wiliam Rafael da Silva Soares e Leandro Sampaio da Silva, investigados por suposta participação em uma organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro.

No último dia 16 de julho, o juiz Alex Ferreira Oivane, da Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Rio Branco, havia revogado as prisões preventivas dos quatro investigados. Na ocasião, o magistrado entendeu que as principais diligências da investigação, como buscas, apreensões, quebras de sigilo e bloqueios patrimoniais, já haviam sido concluídas e que medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de contato entre os investigados, seriam suficientes para garantir o andamento do processo.

Inconformado com a decisão, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPAC, recorreu ao Tribunal de Justiça. Ao analisar o pedido, o TJAC reconheceu a presença dos requisitos para a concessão da tutela de urgência e determinou o imediato restabelecimento das prisões preventivas.

Segundo o MPAC, permaneceram presentes os fundamentos que justificaram as prisões, especialmente a gravidade dos fatos investigados, a posição estratégica ocupada pelos suspeitos na organização criminosa e a insuficiência das medidas cautelares diversas da prisão para garantir a ordem pública e a efetividade da persecução penal.

Os mandados de prisão foram cumpridos na quinta-feira (30) em uma ação conjunta do Gaeco e da Polícia Militar do Acre.

A Operação Rota do Fim apura a atuação de uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, lavagem de capitais e outros crimes correlatos. As investigações tiveram início após a apreensão de 469 quilos de cocaína, em maio de 2022, no estado de Mato Grosso.

Escrito por Lucas Vitor Fonte: AC24Horas
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