Francisco Alves França nasceu no Vale do Envira, há 77 anos. Era filho de seringalista, mas sempre se incomodava com as injustiças geradas pelos conflitos de classe que via por todo canto. Chegou à Capital com 16 anos. Em pouco tempo, se viu envolvido com o movimento sindical. E assim se passaram 60 anos. Um tempo que explica a reverência que as novas lideranças do sindicalismo rural têm para com ele. Nas reuniões, sempre se inscreve por último: uma estratégia para que o encaminhamento dito pela sua boca saia quase como uma ordem. Para ele, o sindicalismo atualmente está refém das decisões oficiais. Talvez seja isso o que mais lhe incomoda. “Quem tem que dizer como são as coisas é o ‘movimento’”, indigna-se.
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