O volume de serviços no Brasil registrou leve alta de 0,1% em fevereiro de 2026, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Apesar do avanço modesto frente a janeiro, o setor segue em patamar elevado, equivalente ao pico da série histórica, e mantém crescimento na comparação anual, com alta de 0,5% — o 23º resultado positivo consecutivo.
Para o agronegócio e o comércio, o desempenho do setor de serviços continua sendo um termômetro importante da atividade econômica. Isso porque áreas como transporte, tecnologia da informação e serviços prestados às famílias têm impacto direto na circulação de mercadorias, no escoamento da produção rural e no consumo interno.
Entre os destaques positivos do mês estão os serviços de informação e comunicação, que cresceram 1,1%, impulsionados principalmente por atividades ligadas à tecnologia, como desenvolvimento de sistemas, hospedagem de dados e plataformas digitais. Esse avanço acompanha a digitalização crescente do agro e do comércio, com maior uso de ferramentas tecnológicas na gestão de propriedades e vendas online.
Outro ponto relevante foi o desempenho dos transportes, com alta de 0,6%. O resultado tem relação direta com o transporte de cargas, que cresceu 0,9% no mês, indicando retomada após quedas anteriores. Para o agro, esse dado é estratégico, já que o escoamento da produção depende fortemente da logística, especialmente em regiões produtoras.
Os serviços prestados às famílias também avançaram 1,4%, puxados por atividades como restaurantes e hotéis. Esse movimento reflete maior circulação de renda e consumo, o que beneficia o comércio local e cadeias produtivas ligadas à alimentação, muitas delas abastecidas pelo setor agropecuário.
Por outro lado, alguns segmentos registraram retração. Os serviços profissionais e administrativos recuaram 0,3%, acumulando três quedas seguidas, enquanto o grupo de “outros serviços” caiu 0,4%. Já no recorte anual, o setor de transportes apresentou queda de 2,8%, pressionado principalmente pelo desempenho negativo do transporte aéreo e da logística.
No acumulado do ano, o setor de serviços cresce 1,9%, mostrando um ritmo moderado, mas ainda positivo. Esse cenário indica uma economia em estabilidade, com sinais mistos entre segmentos, mas sustentada pela demanda interna — fator essencial para o agro e o comércio.
Outro ponto de atenção é o turismo, que registrou queda de 0,9% em fevereiro, acumulando retração de 1,7% em três meses. Ainda assim, no ano, o segmento apresenta crescimento de 3,0%, apoiado por atividades como alimentação, hospedagem e transporte de passageiros.
De forma geral, os dados mostram que, mesmo com crescimento tímido, o setor de serviços continua dando suporte à economia brasileira. Para o agronegócio, o avanço do transporte de cargas e da tecnologia reforça a importância da infraestrutura e da inovação. Já para o comércio, o aumento dos serviços às famílias indica manutenção do consumo, ainda que em ritmo moderado.
