Até março, Idaf deve chamar cadastro de reserva para estruturar Sisbi

Reunião está sendo agendada para a próxima segunda-feira (2) para definir cenários com os empresários. Suspensão temporária impacta novas adesões ao sistema, mas não prejudica empresas que já operam sob fiscalização estadual

Itaan Arruda
Mapa, em despacho decisório, notou fragilidade na quantidade, qualidade e fluxo das informações e processos gerados a partir da fiscalização do Idaf. Isso é ruim para a cadeia de fiscalização como um todo. (Foto: Samuel Bryan/Secom)

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre anuncia que vai acionar o cadastro de reserva do último concurso para preenchimento de vagas de médico veterinário até o fim de março. A medida é necessária diante da suspensão temporária para novas adesões ao Sisbi (Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária).

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, Francisco Thum, participou de uma reunião por videoconferência, na manhã desta quarta-feira (25), com auditores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), órgão que regulamenta o sistema.

“Já entrei em contato com o Gabinete Civil, com a Seplan, Sead, PGE e devemos acionar o cadastro de reserva até o fim de março, ou até antes disso, para que possamos resolver esse problema”, assegurou Thum. “O nosso sistema é seguro. Há pessoal capacitado e, se há ajustes que precisam ser feitos, nós iremos fazer porque o Governo tem compromisso com todas as etapas da cadeia produtiva”.

Em algumas plantas frigoríficas, há atuação de médicos veterinários do Idaf que não parte do quadro efetivo de servidores. Esse é um dos pontos falhos apontados pelo  Mapa e que o Idaf já se prontificou a equacionar.

Os auditores do Mapa fizeram uma exposição sobre o trabalho de fiscalização que avaliou o funcionamento do Sisbi no Acre. Em linhas gerais, o que foi exposto é que “não se trata de uma questão de falta de pessoal; não é uma questão de falta de infraestrutura para realização do trabalho; não é uma questão de falta de competência técnica”, diz uma fonte do Mapa. “O problema do Idaf no Acre é que está frágil a quantidade e qualidade de informações presentes nos documentos produzidos durante a fiscalização. E isso é grave. Porque a falta de fluidez com informações qualificadas compromete o trabalho de vários departamentos dentro do próprio instituto. É isso que precisa ser revisto”.

O integrante do Mapa reforça que há uma “suspensão temporária” que inviabiliza a adesão de novas empresas ao sistema até que sejam providenciadas as mudanças apontadas no despacho decisório do ministério. O Mapa garante que não há nenhum prejuízo às empresas que já estão em operação e sob fiscalização do Idaf no Acre.

Está sendo agendada uma reunião para sexta-feira, na sede do próprio Idaf, para reunir gestores e empresários. Na ocasião, serão apresentadas as providências diante do que o despacho decisório do Mapa apontou.

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