Sanidade Vegetal

Idaf identifica novos focos de moko da bananeira em Feijó, Acre

Para prevenir a contaminação, o Idaf recomenda que os agricultores utilizem mudas saudáveis, desinfetem suas ferramentas agrícolas e restrinjam o transporte de material vegetal de áreas contaminadas

Por Redação ·
Idaf identifica novos focos de moko da bananeira durante ações de vigilância fitossanitária em Feijó
Foto: Agência de Notícias do Acre (agencia.ac.gov.br)

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) identificou novos focos do moko da bananeira em Feijó, no Acre, durante ações de vigilância fitossanitária. Desde a confirmação do primeiro foco da doença em abril de 2026, o Idaf tem intensificado inspeções nas áreas de cultivo de banana.

Recentemente, as atividades de monitoramento foram realizadas em comunidades ribeirinhas do rio Envira, incluindo os seringais Benfica, Cumaru, Nova Sorte e Fortaleza. Durante as inspeções, foram identificadas quatro propriedades adicionais afetadas pela doença, elevando o total de focos em Feijó para cinco.

O moko da bananeira é causado por uma bactéria que compromete o sistema vascular da planta, resultando em murcha, amarelecimento, escurecimento dos tecidos internos e morte das bananeiras. Diante da gravidade da situação, as equipes do Idaf estão ampliando o monitoramento em um raio de até cinco quilômetros das áreas afetadas, com o objetivo de detectar novas ocorrências e orientar os agricultores sobre medidas de contenção.

Malena Lima, coordenadora do Programa de Sanidade da Bananicultura, ressalta a importância das ações de defesa sanitária vegetal para preservar a produção de banana nas comunidades ribeirinhas, que são essenciais para o abastecimento local. Ela destacou que a proteção dessas áreas é crucial para evitar perdas econômicas e garantir a renda das famílias que dependem dessa atividade.

O Idaf alerta que a disseminação do moko da bananeira pode ocorrer pelo transporte de mudas infectadas, uso de ferramentas contaminadas e contato entre raízes. Insetos que visitam as flores também podem contribuir para a propagação da bactéria.

Para prevenir a contaminação, o Idaf recomenda que os agricultores utilizem mudas saudáveis, desinfetem suas ferramentas agrícolas e restrinjam o transporte de material vegetal de áreas contaminadas. Além disso, qualquer suspeita da doença deve ser comunicada imediatamente ao órgão de defesa agropecuária para que as medidas necessárias possam ser adotadas.

Com informações de Agência de Notícias do Acre.

Compartilhe esta notícia
Enviar no WhatsApp
Siga o AC24 Agro
VC Repórter
Flagrou algo no campo? Mande sua pauta ou denúncia pra gente.
(68) 99950-7016

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *