Mercado da Soja

Soja sobe no Brasil com alta em Chicago e chega a R$ 163 nos portos

Mercado interno registrou avanços de até R$ 2 por saca, enquanto Chicago teve alta de 1,87%

Por Redação ·

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços mais altos, influenciado principalmente pela valorização dos contratos na Bolsa de Chicago e pela alta do farelo. No mercado físico, as cotações avançaram entre R$ 1 e R$ 2 por saca em algumas praças, enquanto o ritmo de negócios permaneceu moderado.

Entre os principais mercados acompanhados, Passo Fundo (RS) passou de R$ 154 para R$ 155 por saca, Santa Rosa (RS) subiu de R$ 154 para R$ 156, e Cascavel (PR) avançou de R$ 151 para R$ 152. Em Paranaguá (PR), a cotação passou de R$ 162 para R$ 163, mesmo valor registrado em Rio Grande (RS), que também teve alta de R$ 162 para R$ 163.

Em outras praças, os preços ficaram estáveis. Rondonópolis (MT) e Dourados (MS) mantiveram R$ 147 por saca, enquanto Rio Verde (GO) permaneceu em R$ 149.

Alta em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta na segunda-feira, 21. O mercado foi influenciado pelas expectativas relacionadas às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, incluindo possíveis mudanças nas tarifas chinesas sobre produtos agrícolas norte-americanos.

O contrato da soja em grão com vencimento em novembro subiu 24,50 centavos de dólar, alta de 1,87%, encerrando a sessão a US$ 13,28 por bushel. Para janeiro, a cotação ficou em US$ 13,44 por bushel, avanço de 1,81%.

O farelo de soja para dezembro teve alta de 2,73%, para US$ 368,40 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em dezembro avançou 0,92%, encerrando a 68,85 centavos de dólar por libra-peso.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também mostraram a confirmação de uma venda de 111 mil toneladas de soja norte-americana para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 759,2 mil toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, acima das 680,2 mil toneladas da semana anterior e das 565,6 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

No câmbio, o dólar comercial fechou a segunda-feira em baixa de 0,74%, cotado a R$ 5,1069 para venda. A combinação entre a alta em Chicago, o comportamento do câmbio e dos prêmios contribuiu para a formação dos preços no mercado brasileiro.

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