No Juruá

IDAF realiza caravana educativa para combater monilíase e vassoura-de-bruxa da mandioca

Ações serão realizadas de 17 a 21 de agosto em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, com atividades de educação e defesa sanitária

Por Redação ·

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) realiza, entre os dias 17 e 21 de agosto, a IV Caravana Educativa de Prevenção e Combate à Monilíase do Cacaueiro e Cupuaçuzeiro e a I Caravana Educativa de Prevenção e Combate à Vassoura-de-Bruxa da Mandioca. A programação será desenvolvida nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, no Vale do Juruá.

A iniciativa marca os cinco anos de ações de enfrentamento à monilíase no Acre, doença quarentenária identificada no Brasil em 2021, no estado. Segundo o IDAF, a enfermidade tem potencial para provocar perdas de até 100% da produção de cacau e cupuaçu, o que torna o trabalho de prevenção, monitoramento e educação sanitária uma das principais estratégias para evitar sua disseminação.

Neste ano, a programação também inclui a primeira caravana dedicada à vassoura-de-bruxa da mandioca, considerada uma ameaça à cultura que possui grande importância econômica e alimentar para agricultores familiares do Acre.

A doença pode provocar deformações nos brotos da mandioca e reduzir de forma significativa a produtividade das plantações. Por isso, as atividades pretendem orientar produtores e profissionais sobre o reconhecimento dos sintomas, diagnóstico, prevenção e medidas de controle.

Programação

A abertura das atividades ocorre na segunda-feira, 17 de agosto, às 8h30. Ao longo do dia serão realizadas palestras sobre pragas quarentenárias, diagnóstico e controle da monilíase, vassoura-de-bruxa da mandioca, monitoramento e contenção da monilíase no Acre, ações de defesa agropecuária e o Projeto Reniva, desenvolvido pela Embrapa.

Na terça-feira, 18, a programação será voltada principalmente à educação sanitária e aos procedimentos de biossegurança. Entre os temas estão o Programa Nacional de Educação Sanitária, metodologias ativas na defesa agropecuária e a importância dos protocolos de biossegurança. No período da tarde, os participantes serão divididos em grupos e receberão materiais para as atividades.

Na quarta-feira, 19, serão realizadas atividades educativas em Rodrigues Alves, pela manhã, e em Mâncio Lima, no período da tarde. Já na quinta-feira, 20, a programação será concentrada em Cruzeiro do Sul, das 8h às 17h.

O encerramento está previsto para a sexta-feira, 21 de agosto, com a apresentação dos grupos participantes.

Biossegurança

Por ocorrer em uma região submetida a medidas de controle relacionadas à monilíase, o evento terá protocolos específicos de biossegurança para evitar a disseminação de agentes fitopatogênicos.

O IDAF orienta que participantes não levem estacas, manivas, frutos, sementes ou qualquer parte de plantas de mandioca e espécies frutíferas na bagagem. Também deverão ser adotados cuidados com roupas, calçados, ferramentas e equipamentos utilizados durante as atividades.

Nas visitas de campo que eventualmente forem necessárias, estão previstas medidas como utilização de calçados impermeáveis, luvas descartáveis para contato com plantas ou frutos com sintomas, desinfecção de equipamentos e calçados e higienização dos pneus dos veículos antes do deslocamento para outras áreas.

O instituto também orienta que roupas e calçados utilizados nas atividades de campo sejam acondicionados separadamente para o retorno aos municípios ou estados de origem. Após a chegada, as roupas deverão ser lavadas e os calçados higienizados antes de qualquer contato com áreas externas.

Outra recomendação é que participantes que tenham realizado atividades de campo em Cruzeiro do Sul não visitem áreas produtoras de cacau e cupuaçu por pelo menos um mês após o retorno.

Para o IDAF, as medidas são fundamentais para impedir que esporos e outros materiais capazes de transportar doenças sejam levados para áreas produtoras do Acre ou para outras regiões.

A programação tem como tema “Defesa sanitária e educação sanitária no Vale do Juruá” e busca ampliar o conhecimento de produtores, técnicos e demais envolvidos no setor produtivo sobre a prevenção e o controle de doenças que podem ameaçar culturas estratégicas para a agricultura acreana.

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