O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) identificou 28 pontos com indícios de crime ambiental e intensificou, neste mês de agosto, as ações de combate às queimadas e ao desmatamento em Cruzeiro do Sul e no restante do Vale do Juruá.A ação seguirá até novembro, com fiscalizações terrestres e aéreas em áreas consideradas críticas.
Segundo a chefe interina do Imac na regional do Juruá, Marla Amorim, áreas fiscalizadas são identificadas por meio de imagens de satélite. A partir dos dados recebidos, o Imac organiza as equipes para verificar em campo a existência de possíveis irregularidades.“Para este mês de agosto foram encaminhados 28 pontos com indícios de desmatamento e queima. Nossa equipe já está trabalhando nessas áreas com as fiscalizações necessárias”, explicou.

O desmatamento e as queimadas realizadas sem autorização ambiental são considerados infrações e podem resultar em multas, embargo de propriedades e restrições para obtenção de financiamentos rurais.As penalidades variam de acordo com a área atingida. Em regiões de reserva legal ou de preservação, as multas podem ultrapassar R$ 5 mil por hectare. Fora dessas áreas, os valores ficam em torno de R$ 1 mil por hectare.
O Imac orienta que os produtores rurais busquem a regularização ambiental, principalmente por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e das licenças necessárias para atividades de desmatamento e queima controlada.“Quando combatemos o desmatamento, também reduzimos as queimadas, porque muitas vezes a queima ocorre após a derrubada da vegetação. O desmatamento interfere diretamente nas mudanças climáticas e no equilíbrio dos recursos naturais da região”, explicou.