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Leilões da Expoacre têm alta de 25% no faturamento, diz Faeac

Assuero Veronez também destacou participação de pequenos produtores e agricultura familiar e defendeu mais crédito e assistência técnica

Por Redação · · Atualizado em
Presidente da Faeac avalia desempenho dos leilões na feira agropecuária. (Foto: Reprodução)

O setor agropecuário teve uma participação considerada positiva na Expoacre 2026, segundo avaliação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), Assuero Veronez. Em entrevista ao ac24horas neste domingo (9), última noite da feira, em Rio Branco, ele destacou o aumento de 25% no faturamento dos leilões, a presença de pequenos produtores e da agricultura familiar e os desafios para ampliar a produção rural no Estado.

Para Veronez, a edição deste ano apresentou avanços tanto na organização quanto na quantidade de atividades realizadas no Parque de Exposições Wildy Viana. Ele, porém, avaliou que a estrutura atual começa a ficar pequena diante do crescimento da feira.

“Eu acho que a feira deste ano teve mais atividades, foi mais encorpada. A cada ano ela tem apresentado alguma melhora, alguma organização melhor dos espaços. Embora a gente tenha que reconhecer que o espaço já está ficando pequeno. Precisamos pensar em expandir um pouco o terreno, porque já não cabem mais as coisas”, afirmou.

No setor agropecuário, um dos principais resultados apontados pelo presidente da Faeac foi o desempenho dos leilões. Ao todo, foram realizados seis durante a Expoacre, com faturamento 25% superior ao registrado na edição anterior.

“Do ponto de vista do nosso segmento, especialmente do agro, tivemos uma movimentação grande, uma presença muito grande de produtores. Fizemos seis leilões, com um faturamento muito bom. A pecuária teve um aumento de 25% no faturamento dos leilões em relação ao ano passado”, destacou.

Na avaliação de Veronez, o resultado reforça a importância da Expoacre para movimentar a economia e aproximar produtores, empresas, instituições de ensino e entidades ligadas ao setor produtivo.

“De um modo geral, acho que é uma feira que justifica o empenho e o investimento. O Sebrae, as instituições, as universidades, todo mundo faz um esforço para a Expoacre acontecer, e acho que tiveram retorno”, ressaltou.

Pequenos produtores

Outro ponto destacado pelo presidente da Faeac foi a participação dos pequenos produtores e da agricultura familiar. Segundo Veronez, 85% dos produtores rurais do Acre são considerados pequenos, o que justificaria uma atenção específica das políticas públicas para esse segmento.

“O pequeno produtor merece toda a atenção. Para você ter uma ideia, 85% dos produtores rurais são pequenos. Isso justifica que tenhamos ações voltadas para eles”, afirmou.

Veronez também citou o trabalho realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com cursos e capacitações destinados a produtores e trabalhadores do campo.

“O Senar faz todos os cursos e ações voltados para os pequenos produtores e trabalhadores. Este ano, o espaço também ficou mais organizado e a agricultura familiar esteve bem representada”, pontuou.

Entre as atividades que vêm despertando expectativas entre os agricultores familiares está a cafeicultura. Para o presidente da Faeac, a expansão da cultura representa uma nova oportunidade de geração de renda no meio rural.

“Com o advento do café, isso está proporcionando uma demanda muito grande. Eles estão muito entusiasmados com essa nova atividade, porque é uma atividade própria da agricultura familiar”, disse.

Crédito e assistência técnica

Apesar dos resultados positivos da Expoacre, Veronez afirmou que o desenvolvimento do setor precisa ocorrer durante todo o ano, com políticas capazes de estimular a produção e gerar novas oportunidades de emprego e renda.

“Nós precisamos movimentar a economia durante o ano. Só gerando e fazendo a economia crescer é que você gera emprego e riqueza no Estado. Para isso, temos que aproveitar as potencialidades que nós temos”, afirmou.

Entre as medidas apontadas pela Faeac estão a ampliação do acesso ao crédito e o fortalecimento da assistência técnica para pequenos produtores.

“O crédito, a assistência técnica, tudo isso tem que formar um programa para alavancar essas pequenas propriedades. Nós temos nos preocupado com isso, porque a pobreza no campo é pior do que a pobreza na cidade. Nós precisamos cuidar dessa gente”, declarou.

O presidente da entidade também informou que a Faeac, em conjunto com outras organizações do setor produtivo, apresentou propostas aos candidatos ao governo do Acre para contribuir com a elaboração dos planos de governo.

“Nós levamos um documento feito pelas três federações, cada uma com suas ideias e propostas, para que eles trabalhem isso no plano de governo. Levamos nossa contribuição mostrando exatamente o que deveria ser feito em cada área”, explicou.

Ao final da avaliação, Veronez apontou o custo do crédito rural como um dos principais obstáculos para produtores que precisam investir na atividade agropecuária.

“O mais difícil é o crédito. O crédito ficou muito caro no Brasil, caríssimo. Isso dificulta a operação daqueles que investem na atividade agropecuária”, finalizou.

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