Parque de Exposições

Presidente da Fecomércio fala sobre futuro do Parque Wildy Viana

Leandro Domingos, presidente da Fecomercio/AC,lembrou da insegurança jurídica que inviabiliza investimentos privados no Parque de Exposições Whildy Viana

Por ac24horas ·

O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC, Leandro Domingos, defendeu que o Parque de Exposições Wildy Viana passe a receber eventos o ano inteiro. Ele foi entrevistado pelos jornalistas Marcos Venícios e Jocely Abreu, na transmissão ao vivo do ac24horas na feira, na noite deste sábado (1º).

Segundo ele, a ideia de um calendário permanente esbarra sempre no mesmo ponto. “A primeira situação que é preciso resolver é a situação dessas terras aqui. Ninguém, nem empresário, nem governo vai fazer investimento aqui com essa insegurança que existe, porque o governo federal não quer abrir mão disso.”

Leandro afirmou que já houve tentativas de negociar a cessão da área com a União. “Se o governo do estado assumisse isso aqui em definitivo, tem possibilidade de ampliar nossa feira lá pro fundo, porque tem terrenos de particulares que podem ser negociados”, explicou. “Isso estando nas mãos do governo do estado, poderia ser feito uma parceria público-privada para que a iniciativa privada trouxesse serviço para cá, para isso funcionar durante o ano inteiro”.

Foto: Jardy Lopes

O presidente reconheceu os entraves. “Você faz um investimento desse aqui, tem uma alagação, traz todo mundo para cá, deteriora tudo. Mesmo não trazendo, isso aqui fica abandonado, fica sem manutenção. E as pessoas entram aqui e terminam depredando tudo. É uma área nobre e essa área precisa entrar em funcionamento para dar resultados pra sociedade.”

Questionado sobre a taxação imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, Leandro minimizou o impacto direto sobre a produção nacional. “Essa taxação dos Estados Unidos é com vários países, não só com o Brasil”.

Mas ele apontou, porém, um agravante político. “O nosso é mais agravado porque tem um tom político mais sério, porque fica ofensas, principalmente daqui para lá”, disse. “É como se tivesse um cachorrinho daquele pequeno brigando com um dogue alemão. Não pode fazer isso. A gente não deve abrir briga com os Estados Unidos.”

Foto: Jardy Lopes

Leandro afirmou que a reforma tributária, prevista para entrar em vigor em janeiro de 2027, é hoje um dos principais fatores de insegurança para os investimentos. “Os investimentos hoje das empresas privadas no Brasil estão travados um pouco, principalmente pelas incertezas em relação à reforma tributária. Ninguém sabe o que vai acontecer”, disse.

Ele defendeu segurança jurídica como condição para atrair investidores e citou a instabilidade cambial. Apesar do cenário, o presidente da Fecomércio se disse otimista. “O empresariado brasileiro é muito arrojado, é muito forte. A gente vem suplantando todos esses momentos difíceis com muito trabalho”, afirmou. “A economia vem crescendo, não é por força de política de governo. É por força do arrojo do nosso empresário brasileiro.”

Escrito por Rebeca Martins Fonte: AC24Horas
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