A Região Norte deu um passo importante para ampliar sua representatividade nas estatísticas econômicas do país. A Pesquisa Anual de Comércio (PAC 2024), divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, passou a incluir todas as empresas sediadas em Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá. O próximo avanço já tem data: o Acre e Roraima passarão a integrar a cobertura completa da pesquisa na edição referente a 2025.
A mudança permitirá um retrato mais fiel da atividade comercial acreana, já que, até então, o levantamento na Região Norte era restrito às empresas localizadas nas capitais dos estados e na Região Metropolitana de Belém.
No cenário nacional, o comércio formal empregou 10,6 milhões de pessoas em 2024, distribuídas em 1,6 milhão de empresas. A receita operacional líquida do setor alcançou R$ 7,7 trilhões, consolidando o comércio como um dos principais motores da economia brasileira.
O varejo concentrou a maior parte dos empregos, com 7,6 milhões de trabalhadores, seguido pelo comércio atacadista (2 milhões) e pelo segmento de veículos, peças e motocicletas (950,7 mil). Ao todo, o setor pagou R$ 369,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Embora ainda represente a menor participação entre as grandes regiões, a Região Norte respondeu por 5,4% da receita bruta comercial do país e empregou cerca de 538 mil pessoas em 2024. Com a ampliação da cobertura da pesquisa, o IBGE busca aumentar a precisão das informações econômicas da Amazônia Legal, subsidiando políticas públicas e análises sobre o desenvolvimento regional.
Entre os destaques da pesquisa, o comércio por atacado respondeu por 48,7% da receita operacional líquida nacional, enquanto o varejo concentrou 41,4%. Os hipermercados e supermercados permaneceram como a atividade com maior participação na receita do comércio brasileiro.
Outro dado que evidencia a transformação do setor é o crescimento das vendas pela internet. Entre as empresas varejistas com 20 ou mais empregados, o comércio eletrônico respondeu por 9,9% da receita. Nas lojas de departamento, praticamente metade do faturamento (49,6%) já veio dos canais digitais.
Para o Acre, a inclusão integral na Pesquisa Anual de Comércio a partir da próxima edição deverá oferecer uma base estatística mais robusta para acompanhar a evolução do setor, orientar políticas públicas e fortalecer estudos sobre o ambiente de negócios no estado.
