Exportações

Arco Norte impulsiona exportações do agro brasileiro em 2026

Portos da região responderam por fatias cada vez maiores dos embarques de milho e soja no primeiro semestre, consolidando um novo eixo logístico para o agronegócio nacional

Por Redação ·

O chamado Arco Norte consolidou sua importância na logística do agronegócio brasileiro no primeiro semestre de 2026. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que os portos da região aumentaram sua participação nas exportações de milho e soja, reforçando a estratégia de escoamento da produção pelos estados do Norte e reduzindo a dependência dos tradicionais portos do Sul e Sudeste.

No mercado de milho, o Brasil exportou 7,9 milhões de toneladas entre janeiro e junho deste ano, acima das 6,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Desse total, 35,4% foram embarcados pelos portos do Arco Norte, frente aos 26,8% registrados no ano passado. O destaque ficou para o Porto de Santarém (PA), que sozinho respondeu por 13,2% das exportações nacionais do cereal, seguido por Barcarena (PA), Itaqui (MA) e Itacoatiara (AM).

A tendência também se repetiu na soja. As exportações brasileiras alcançaram 69,6 milhões de toneladas no acumulado até junho, crescimento em relação às 64,9 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. Os portos do Arco Norte movimentaram 39,1% desse volume, acima dos 38,2% registrados um ano antes. Barcarena liderou entre os terminais da região, respondendo por 14% das exportações nacionais da oleaginosa.

O avanço da infraestrutura logística no Norte vem permitindo maior competitividade aos produtores, especialmente de Mato Grosso, Goiás e demais estados do Centro-Oeste, que encontram rotas mais curtas para os mercados internacionais por meio dos portos amazônicos.

Além do crescimento das exportações, o levantamento da Conab mostra que o Arco Norte manteve papel relevante na entrada de insumos agrícolas. Entre janeiro e junho, os portos da região receberam 3,45 milhões de toneladas de fertilizantes, volume que reforça sua importância não apenas para o escoamento da produção, mas também para o abastecimento do setor agropecuário brasileiro.

Na avaliação da Conab, o fortalecimento dos corredores logísticos do Norte confirma a consolidação de um novo eixo para o comércio exterior do agronegócio, contribuindo para reduzir custos de transporte, ampliar a eficiência das exportações e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

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