Os preços de diversos alimentos ligados à produção agrícola ajudaram a puxar a inflação brasileira para baixo em agosto. O IPCA recuou 0,32% no mês, segundo o IBGE, com destaque para as quedas da batata-inglesa, cenoura, cebola e tomate, produtos que registraram alguns dos maiores recuos entre os itens pesquisados.
Na alimentação dentro de casa, a deflação foi de 0,61% em agosto. A batata-inglesa teve a maior queda, de 19,89%, seguida pela cenoura, que ficou 11,22% mais barata. Também houve redução nos preços da cebola, de 11,07%, e do tomate, de 10,94%. O café moído recuou 1,86%, enquanto o ovo de galinha caiu 4,15%.
Na outra ponta, alguns produtos importantes para a cadeia agropecuária ficaram mais caros. O preço das carnes subiu 0,61% no mês, enquanto o leite longa vida teve alta de 1,78%. As frutas também registraram aumento, de 0,84%.
O grupo Alimentação e bebidas fechou agosto com queda de 0,34%, depois de já ter recuado 0,67% em julho. O comportamento dos alimentos ajudou a compensar altas registradas em outros grupos da economia.
No Acre, o movimento foi ainda mais favorável ao consumidor no resultado geral. Rio Branco registrou deflação de 0,17% em agosto, após alta de 0,32% em julho. No acumulado do ano, a capital acreana registra inflação de 2,80%, abaixo dos 3,11% registrados no país.
A queda também apareceu na energia elétrica residencial, que recuou 5,92% em Rio Branco em agosto, contribuindo para o resultado negativo do índice local. No cenário nacional, a energia elétrica caiu 7,63%, influenciada principalmente pela incorporação do Bônus de Itaipu nas contas emitidas no mês.
Para o setor agropecuário, os dados mostram um cenário de preços bastante desigual. Enquanto hortaliças, café e ovos apresentaram redução, carnes, leite e frutas tiveram valorização, refletindo diferentes condições de oferta e mercado entre as cadeias produtivas.