Uma operação integrada coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), resultou na aplicação de aproximadamente R$ 100 mil em multas, apreensão de veículos, armas de fogo e motosserras, além da desmobilização de acampamentos utilizados em ocupações irregulares na reserva legal do Projeto de Assentamento Porto Dias, em Acrelândia.
Entre os dias 11 e 13 de julho, as equipes de fiscalização atuaram para combater a ocupação irregular de terras públicas e a prática de crimes ambientais na área de reserva legal do assentamento. A operação foi planejada a partir de informações técnicas que indicavam a existência de estruturas utilizadas para promover a ocupação clandestina da área, com indícios de parcelamento irregular de terras e intimidação de moradores.
Nos dois primeiros dias da ação, os agentes lavraram autos de infração que somam cerca de R$ 100 mil. Também foram apreendidos sete veículos, armas de fogo e motosserras. Além disso, oito acampamentos instalados no interior da reserva legal foram inutilizados por servirem de apoio às ocupações ilegais.
Segundo o Ibama, as estruturas encontradas não eram utilizadas por beneficiários da reforma agrária, mas por pessoas envolvidas em ações de grilagem e especulação sobre terras públicas. A operação buscou impedir o avanço dessas ocupações e reduzir os impactos ambientais causados pela instalação clandestina na área protegida.
Além das penalidades administrativas, o órgão estima que a retirada da infraestrutura utilizada pelos ocupantes tenha provocado um prejuízo econômico significativo ao grupo responsável pelas invasões, devido à perda de equipamentos, acampamentos e demais estruturas de apoio.
A reserva legal do Projeto de Assentamento Porto Dias é considerada um dos principais remanescentes florestais da região leste do Acre e possui importância estratégica para a conservação ambiental e para o desenvolvimento de iniciativas de manejo florestal comunitário. De acordo com o Ibama, a preservação da área é fundamental para garantir a segurança das famílias regularmente assentadas e a manutenção da cobertura vegetal.
A operação faz parte das ações permanentes de fiscalização ambiental realizadas pelo Ibama para prevenir o desmatamento ilegal, proteger o patrimônio ambiental da União e assegurar a integridade das áreas protegidas, em conformidade com a legislação ambiental brasileira.