O caso isolado de um bovino infectado pelo vírus da raiva no Acre não teve influência sobre a desvalorização do preço do boi gordo no estado. A avaliação é de um pecuarista acreano, que atribui o cenário principalmente à pressão exercida pelos grandes frigoríficos e ao aumento da oferta de animais em outras regiões do país.
Segundo ele, o episódio envolvendo a raiva bovina é pontual e não compromete a sanidade do rebanho acreano, que classificou como bem manejado e constantemente fiscalizado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf). Na avaliação do produtor, a falta de medicamentos pode ter contribuído para o registro da doença, mas não representa um problema generalizado na pecuária do estado.
“O rebanho do Acre é muito bem tratado e o Idaf faz a fiscalização corretamente nas propriedades. Foi um caso esporádico e isolado, que não interferiu em nada no mercado”, afirmou.
Para o pecuarista, a queda nos preços está relacionada à maior oferta de animais no Centro-Sul do Brasil. Ele explica que, com a chegada da estiagem e de frentes frias, as pastagens secaram, levando muitos produtores a anteciparem a venda dos animais terminados para evitar perda de peso.
“Quem está com o gado pronto para o abate prefere vender agora do que correr o risco de perder arrobas. Com isso, aumenta a oferta de boi no mercado, e a lei da oferta e da procura acaba pressionando os preços”, disse.
O produtor também citou fatores externos, como a pressão dos grandes frigoríficos e as tensões no mercado internacional, incluindo disputas comerciais envolvendo a China, como elementos que contribuem para o cenário de baixa nas cotações do boi gordo.
