O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 934, de 9 de julho de 2026, que estabelece os novos preços mínimos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para produtos agrícolas das safras 2026/2027 e 2027. Para a Região Norte, alguns produtos tiveram reajustes, enquanto outros mantiveram os valores da safra anterior. Os preços servem como referência para garantir remuneração mínima aos produtores em momentos de queda nas cotações de mercado.
Produtos da Região Norte
Cacau cultivado
O preço mínimo da amêndoa de cacau Tipo 2 permaneceu inalterado para os estados do Norte e Centro-Oeste, em R$ 14,97 por quilo, sem reajuste em relação à safra anterior. A vigência é de julho de 2026 a junho de 2027.
Juta e malva
Os produtos tradicionais da região tiveram reajuste próximo de 7%. A juta e a malva embonecadas passaram de R$ 4,94 para R$ 5,28 por quilo, alta de 6,88%. Já a juta e malva prensadas subiram de R$ 5,16 para R$ 5,51 por quilo, aumento de 6,78%. Os novos valores valem de janeiro a dezembro de 2027.
Leite
O preço mínimo do leite para a Região Norte, incluindo Mato Grosso, foi mantido em R$ 1,38 por litro, sem reajuste. O período de vigência vai de julho de 2026 a junho de 2027.
Mandioca
A raiz de mandioca produzida no Norte e Nordeste teve reajuste de 6,79%, passando de R$ 511,81 para R$ 546,56 por tonelada.
Também houve aumento para os derivados:
- Farinha de mandioca (tipo fina 3): de R$ 2,43 para R$ 2,59 por quilo (+6,79%);
- Goma/Polvilho classificado: de R$ 3,27 para R$ 3,49 por quilo (+6,79%).
Os preços entram em vigor entre janeiro e dezembro de 2027.
Milho
Para os estados da Região Norte, os valores variam conforme a localização.
- Nos estados do Norte, exceto Tocantins e Pará, o preço mínimo foi mantido em R$ 38,28 por saca de 60 quilos, sem reajuste.
- Já Pará e Tocantins, enquadrados no mesmo grupo de Maranhão, Piauí e Oeste da Bahia, tiveram aumento de 8,09%, passando de R$ 46,24 para R$ 49,98 por saca de 60 quilos.
Soja
O preço mínimo da soja teve reajuste nacional de 7,46%, passando de R$ 71,04 para R$ 76,34 por saca de 60 quilos. O novo valor vigora de janeiro a dezembro de 2027.
Sorgo
Assim como ocorreu com o milho, os estados do Norte foram divididos em dois grupos.
- Para os estados do Norte, exceto Tocantins e Pará, o preço permaneceu em R$ 28,71 por saca de 60 quilos, sem reajuste.
- Pará e Tocantins registraram aumento de 8,09%, com o preço mínimo passando de R$ 34,68 para R$ 37,49 por saca de 60 quilos.
Sementes
Entre as sementes destinadas à Região Norte, destacam-se:
- Arroz: alta de 6,80%, passando de R$ 2,4119 para R$ 2,5759 por quilo.
- Feijão: aumento de 3,08%, de R$ 4,8551 para R$ 5,0046 por quilo.
- Milho: nos estados do Norte (exceto TO e PA), o preço foi mantido em R$ 2,1057 por quilo. Em Pará e Tocantins, subiu de R$ 2,7338 para R$ 2,9550 por quilo, alta de 8,09%.
- Soja: reajuste de 7,46%, passando de R$ 2,6920 para R$ 2,8928 por quilo.
- Sorgo: os preços permaneceram inalterados tanto para o grupo Norte (exceto TO e PA), em R$ 2,6379 por quilo, quanto para Pará e Tocantins, em R$ 4,2507 por quilo.
A atualização dos preços mínimos integra a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), instrumento do governo federal destinado a assegurar renda ao produtor rural quando os preços de mercado ficam abaixo dos valores estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esses preços também servem de referência para operações de apoio à comercialização executadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).