Carestia

Preço da carne pode ter aumento de até 10% em 2026, diz estudo da Ufac

Levantamento do PET Economia identificou alta em todos os cortes pesquisados e diferença de preços entre açougues e supermercados

Por Redação · · Atualizado em
Dados do Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Economia da Ufac apontam queda no preço da carne. Expectativa era de alta. (Foto: ac24horas)

O preço da carne registrou aumento em Rio Branco, segundo levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), que acompanha semanalmente os valores praticados em supermercados e açougues da capital acreana. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16).

A pesquisa considerou preços coletados entre sábado (8) e sexta-feira (14) de março de 2026 e analisou 14 tipos de cortes de carne. O estudo identificou aumento no valor médio de todos os produtos pesquisados no período.

Entre as principais altas estão o acém, com variação de 5,90%, a picanha, com aumento de 4,85%, e o fígado, que registrou alta de 4,61%.

O levantamento também comparou os preços praticados em açougues e supermercados da capital. Na maioria dos casos, os valores encontrados nos supermercados ficaram acima dos registrados nos açougues.

Entre os cortes com maior preço médio está a picanha, vendida por cerca de R$ 66,63 nos açougues e R$ 81,98 nos supermercados. O filé apresentou média de R$ 66,01 nos açougues e R$ 84,10 nos supermercados.

Outros cortes também apresentaram diferença entre os estabelecimentos. O coxão mole teve preço médio de R$ 36,82 nos açougues e R$ 46,98 nos supermercados. Já a fraldinha apareceu com média de R$ 36,50 nos açougues e R$ 45,08 nos supermercados.

Além da carne, o levantamento identificou aumento em outros produtos ligados ao consumo doméstico. A cartela com 30 ovos apresentou variação de 8,55% no período analisado.

De acordo com o PET Economia, a elevação dos preços impacta diretamente o orçamento das famílias acreanas, já que a carne possui peso relevante na alimentação da população.

O professor de economia da Ufac, Rubicleis Gomes, explica que o aumento está relacionado a fatores tanto do lado da oferta quanto da demanda.

“Temos um conjunto de fatores que explicam essa situação. Espera-se que em 2026 tenhamos um aumento de aproximadamente 10%. Há impactos do lado da oferta: com o aumento do preço dos bezerros, o pecuarista opta por reter as fêmeas no campo, em vez de abatê-las, na expectativa de que os bezerros nascidos no ano seguinte terão valor elevado. E também do lado da demanda: o mercado interno está aquecido em função do aumento do rendimento das famílias, além da maior demanda internacional. A conclusão é o aumento de preços”, afirmou.

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