Reposição no Acre tem preços mais baixos e relação de troca apertada, aponta levantamento

Valores de bezerros e garrotes seguem abaixo de outros estados, enquanto poder de compra do pecuarista permanece limitado

Redação
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As cotações de bovinos de reposição no Acre seguem entre as mais baixas do país, conforme levantamento divulgado pela Scot Consultoria com dados de 24 de abril de 2026. O cenário reflete um mercado ainda pressionado, com menor valorização dos animais jovens e uma relação de troca considerada menos favorável ao pecuarista.

No segmento de machos nelore, o boi magro foi cotado a R$ 3.615,00 por cabeça (R$ 9,64/kg), enquanto o garrote ficou em R$ 3.015,00. Já o bezerro foi negociado a R$ 2.732,00 e o animal desmamado a R$ 2.580,00. Os preços são inferiores aos observados em estados como Mato Grosso e São Paulo, indicando menor aquecimento do mercado local.

Entre os animais mestiços, os valores também seguem contidos. O boi magro foi cotado a R$ 3.072,75, com o garrote a R$ 2.545,00 e o bezerro a R$ 2.322,20. A desmama ficou em R$ 2.193,00. Nas fêmeas, a vaca boiadeira nelore foi negociada a R$ 2.825,00, enquanto a novilha ficou em R$ 2.430,00. Já as fêmeas mestiças apresentaram cotações ainda menores, com vaca boiadeira a R$ 2.401,25.

A relação de troca — indicador que mede quantas arrobas de boi gordo são necessárias para adquirir um animal de reposição — segue apertada no estado. No caso do boi magro nelore, por exemplo, o índice está em 11,66 arrobas, patamar que exige maior esforço do produtor para repor o rebanho. O cenário indica cautela nas negociações e reforça a dependência de melhores condições de mercado para estimular novos investimentos na pecuária acreana.

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