O vazio sanitário da soja começou nesta segunda-feira, 22 de junho, no Acre. Até o dia 20 de agosto, está proibida a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas propriedades rurais do estado. A medida faz parte das ações de defesa sanitária vegetal para prevenir e reduzir a incidência da ferrugem asiática, doença que pode causar grandes prejuízos à produtividade das lavouras.
Durante o período, os produtores não podem realizar o plantio da cultura nem manter plantas remanescentes da safra anterior. A recomendação é que todas as áreas sejam vistoriadas regularmente para a eliminação das chamadas plantas voluntárias ou “tigueras”, que nascem espontaneamente após a colheita e podem servir de abrigo para o fungo causador da doença.
Além de evitar o cultivo da soja, os agricultores devem redobrar a atenção em áreas próximas a silos, armazéns, estradas, carreadores e locais de carregamento e descarregamento de grãos, onde é comum o surgimento de plantas oriundas de sementes perdidas durante o transporte. Também é importante monitorar lavouras vizinhas e manter os registros das ações de controle realizadas na propriedade.
O vazio sanitário é uma estratégia adotada em diversos estados produtores do país e integra o conjunto de medidas fitossanitárias que ajudam a proteger a próxima safra. A ausência da planta hospedeira durante esse período reduz a sobrevivência do fungo da ferrugem asiática, diminuindo a pressão da doença no início do novo ciclo produtivo.
Os produtores que descumprirem a determinação estão sujeitos às medidas previstas pela legislação de defesa agropecuária, incluindo notificações, autuações e outras penalidades aplicáveis pelos órgãos responsáveis pela fiscalização. A orientação é que todos os sojicultores cumpram rigorosamente as regras para garantir a sanidade das lavouras e contribuir para a sustentabilidade da produção de soja no Acre.
